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Economia

Alemanha desativa sua última usina nuclear

Mesmo após reativar térmicas a carvão, Alemanha mantém o prazo de encerramento de usinas nucleares.

O fechamento da usina nuclear de Isar II, com capacidade de 19,5 Gwh marca o fim da energia nuclear na Alemanha.

A previsão inicial era de que a última usina nuclear alemã seria fechada em 31 de dezembro de 2022, graças a um acordo firmado no início da década passada pela ex-chanceler alemã Angela Merkel com o Partido Verde.

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O acordo firmado por Merkel com o partido ambientalista, porém, foi mais generoso com térmicas a carvão, que deverão continuar em operação ao menos até 2028.

A energia nuclear, com zero emissões de carbono, é vista como um risco ambiental pelo Partido Verde alemão graças aos rejeitos da produção de energia.

Mais ao norte, na Finlândia, a aposta está no exato oposto. O país que faz fronteira com a Rússia, iniciou no início dos anos 2000, uma guinada em direção ao aumento de participação da energia nuclear, que hoje responde por ⅓, da produção finlandesa de energia. 

A aposta dos finlandeses está na criação de modelos de descarte do lixo nuclear dentro de montanhas, uma prática vista na própria natureza (no oeste do continente africano, há registros de montanhas contendo material radioativo ainda do início da formação do planeta, com deslocamentos mínimos verificados, mesmo após milhares de anos).

A expectativa é de que a Finlândia se torne um país neutro em emissões de carbono ainda em 2035, cerca de 10 anos antes da Alemanha.

A opção pela energia nuclear se dá pela ausência de sol, algo comum no norte europeu, além da intermitência das fontes de energia renováveis.

Em 2021, ano de grande seca no Reino Unido, as fontes de energia eólica chegaram a cair de 28% do total para cerca de 5% da produção de energia no país, colaborando para a instabilidade e alta de preços.

Para os alemães, a expectativa é ampliar ainda mais o fornecimento de energia térmica utilizando gás natural, agora importado de uma gama maior de países após a guerra na Ucrânia.

A mudança no panorama geopolítico levou o governador da Bavária, do partido conservador, a encarar o encerramento da planta como “uma decisão absolutamente errônea”.

Os reatores nucleares desligados nesta semana respondem por 5% da oferta de energia na Alemanha. 

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