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Blockchain

Venezuela encerra sua criptomoeda após uso para o narcotráfico

Tentativa de burlar as sanções americanas, a criptomoeda Petro da Venezuela, acabou servindo de plataforma para o narcotráfico no país.

Em 2017, a Venezuela lançou a criptomoeda “Petro” como uma medida para driblar as sanções impostas pelos Estados Unidos. A intenção era fixar o valor desta criptomoeda estatal em US$60, alinhado com a cotação do petróleo. Contudo, a Petro acabou servindo mais como um indicador durante a intensa inflação que assolava o país. Na prática, a criptomoeda acabou sendo de grande valia para o narcotráfico.

Seis anos mais tarde, a exchange estatal “Patria” optou por finalizar esse experimento. Consequentemente, as criptomoedas presentes nas carteiras dos usuários sofrerão conversão automática para Bolívares, a moeda oficial da Venezuela.

Escândalo e corrupção

Em junho de 2020, o governo americano anunciou uma recompensa de US$5 milhões por informações que levassem à localização de Joselit Ramirez Camacho, na época superintendente nacional de criptoativos da Venezuela. O governo americano identificou Camacho como figura central em uma rede de tráfico de drogas que operava com criptoativos e petróleo.

Posteriormente, em março de 2023, as autoridades venezuelanas prenderam Camacho, acusando-o de improbidade administrativa e crimes financeiros. Simultaneamente, o governo venezuelano interrompeu as operações de várias exchanges de criptomoedas no país, acusadas de facilitar o narcotráfico.

Além disso, Tareck El Aissimi, que anteriormente exercia o cargo de Ministro do Petróleo, também se viu envolvido neste esquema e, consequentemente, foi afastado da vida pública.

Refúgio contra a inflação

A consultoria Triple A realizou uma pesquisa que revela cerca de 10% dos venezuelanos como detentores de criptomoedas. Estes cidadãos adquirem principalmente suas criptomoedas através da mineração, empregando os ativos como escudo contra a inflação acelerada no país.

No ano de 2017, venezuelanos figuraram entre os primeiros usuários da Nano, uma criptomoeda amplamente reconhecida no Brasil. A distribuição da Nano ocorria via airdrop, premiando usuários que resolvessem o “captcha”, uma atividade simples que proporcionava acesso a uma moeda não emitida pelo Banco Central.

Em dezembro, o valor da Nano escalou para US$33 por unidade, embora tenha enfrentado uma queda subsequente durante o período conhecido como “inverno cripto”.

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