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Quem é Jamsetji Tata, o indiano que doou $198 bilhões para a caridade


Por Felippe Hermes
outubro 11, 2021

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Fundador do grupo Tata, dono de marcas como Jaguar e Land Rover, encabeça a lista de maiores filantropos da história.

Um novo aporte bilionário feito na SpaceX, a empresa de Elon Musk que pretende explorar Marte e produz foguetes espaciais reutilizáveis, foi responsável por jogar sua fortuna na casa dos $220 bilhões.

A companhia se tornou a segunda maior startup do mundo, com $100 bilhões em valor de mercado, dos quais 60% estão nas mãos de Musk.

Na prática, isso faz de Musk o homem mais rico do planeta, com $220 bilhões em patrimônio, ou $32 bilhões a mais do que Jeff Bezos, o fundador da Amazon.

Longe dos holofotes da Nasdaq e do Vale do Silício, porém, um conglomerado familiar nascido na Índia em 1868, se destaca pela generosidade do seu fundador: Jamsetji Tata.

Tata, que dá nome o “Grupo Tata”, é o maior filantropo da história.

O motivo para encabeçar a lista é sua doação direta de 66% das ações da “Tata Sons”, a controladora do grupo.

Controlado por seu bisneto, Ratan Tata, o grupo é um típico conglomerado, que opera da produção de salgadinhos, café e chá, ao setor financeiro, automóveis e hotéis, aviação e claro, siderurgia.

Das 28 empresas do grupo, é bastante provável que você tenha ouvido falar de suas marcas mais famosas, as inglesas Land Rover e Jaguar, ambas de propriedade da “Tata Motor”.

A história de Jamsetji, porém, começa muito antes, em uma índia colonizada por ingleses no século 19.

Tata é considerado o “pai da industrialização indiana” por suas ações na área. Tal como Mauá, o “pai da industrialização brasileira”, Tata começou sua vida em uma companhia de exportação, de propriedade de seu pai (ao contrário de Mauá)

Graças a companhia, Tata estabeleceu laços na China, Europa e Estados Unidos, vindo a criar companhias em parcerias com empresários destes países.

Segundo a “lenda”, Tata estabeleceu 4 metas na sua vida: criar uma companhia siderúrgica, um centro educacional de excelência, uma usina hidrelétrica e um hotel.

Apenas o hotel seria construído durante sua vida, porém. Em dezembro 1903, ele inaugurou o primeiro hotel indiano a possuir energia elétrica, o Taj Mahal Hotel.

Todos os demais objetivos seriam atingidos por seus herdeiros, que levaram adiante seus planos em siderurgia e energia.

Sediada em Jamshedpur, uma cidade indústria de 2 milhões de habitantes planejada por Tata, a Tata Steel é hoje a maior produtora de aço do planeta, com sua maior fábrica produzindo 10 milhões de toneladas/ano, o equivalente a ⅓ do total produzido no Brasil.

Além da Tata Steel, de 1907, seus herdeiros estabeleceram o Instituto Indiano de Ciências (1911), e a primeira hidrelétrica do país, em 1919, criando assim a Tata Power.

Concluídos os planos do fundador, seus herdeiros levaram a empresa a um processo de internacionalização.

O período entre 1938 e 1991, é especialmente próspero para o grupo. Sob o comando de seu neto, a empresa se expandiu para engenharia, química, aviação, telecomunicações e automóveis.

Neste período, o total de ativos do grupo saltou de $100 milhões para $5 bilhões.

Já sob o comando do bisneto do fundador, o grupo expandiu para um total de $300 bilhões em ativos, basicamente ampliando as companhias criadas por seu pai, e entrando em áreas como bens de consumo e tecnologia.

Ratan Tata, aos 84 anos, possui um patrimônio estimado em $1 bilhão. Longe dos primeiros colocados das listas de bilionários, e também longe de Mukesh Ambani, o controlador da Relliance, segundo maior conglomerado indiano (atrás do grupo Tata), dono de uma fortuna de $100 bilhões.

Desde sua fundação em 1892, o “Tata Trusts”, a fundação que carrega a doação de Jamsetji e seus filhos, ajudou a financiar projetos na área de educação e saúde, tendo contribuído com Guandi em projetos sociais, além de financiar estudos envolvendo desenvolvimento e pobreza na London School of Economics.

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