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PayPal compartilha que apenas 3,31% das reservas de PYUSD são depósitos em dinheiro

A Paxos Trust, que emite o PYUSD, revelou que detinha US$ 45,3 milhões em ativos respaldando a moeda no final do mês passado.

PayPal compartilha que apenas 3,31% das reservas de PYUSD são depósitos em dinheiro

A gigante dos pagamentos, PayPal, lançou recentemente sua própria stablecoin, PYUSD, com grandes expectativas de revolucionar os pagamentos em escala global. No entanto, os primeiros sinais sugerem que a moeda digital tem um longo caminho a percorrer antes de ganhar tração significativa no mercado.

De acordo com o primeiro relatório de transparência da empresa, a Paxos Trust, que emite o PYUSD, revelou que detinha US$ 45,3 milhões em ativos respaldando a moeda no final do mês passado.

Contudo, apenas pouco mais de US$ 1,5 milhão desse montante, ou cerca de 3,31%, estava em depósitos em dinheiro. A maior parte das reservas era composta por acordos de recompra reversa, lastreados em Títulos do Tesouro dos EUA, totalizando US$ 43,8 milhões.

Enquanto o mercado de stablecoins tem visto uma queda geral, com a capitalização de mercado total caindo de US$ 188 bilhões em maio para US$ 131 bilhões atualmente, o PYUSD enfrenta seus próprios desafios.

Stablecoins estabelecidas, como USDC e Tether (USDT), dominam o mercado, com avaliações de US$ 83 bilhões e US$ 26 bilhões, respectivamente. Em termos comparativos, o PYUSD tem uma capitalização de mercado de apenas US$ 43,4 milhões.

Assim, embora a PayPal tenha prometido transparência e integridade, o mercado adotou o PYUSD mais lentamente do que se esperava. Algumas das principais corretoras listaram a moeda no final de agosto, mas ela apresenta volumes diários de negociação inconsistentes e, frequentemente, mais baixos em comparação com outras stablecoins.

Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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