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Fidelity compartilha tese sobre Ethereum

A instituição destaca que o Ethereum se estabelece como uma plataforma líder em tecnologia blockchain, permitindo que desenvolvedores criem aplicações descentralizadas.

Fidelity compartilha tese sobre Ethereum
(Imagem: Richard Vogel/Associated Press)

A Fidelity, gestora de investimento e instituição financeira, publicou sua tese para o Ethereum. Nesse sentido, a tese da Fidelity para o Ethereum aborda vários aspectos do Ethereum como uma plataforma, bem como do ether como um ativo. Entre elas, o potencial do Ethereum como dinheiro digital e um ativo gerador de rendimento.

A gestora destaca que o Ethereum se estabelece como uma plataforma líder em tecnologia blockchain, permitindo que desenvolvedores criem aplicações descentralizadas. Devido à sua programabilidade superior, muitas dessas aplicações conseguem executar funções que a rede Bitcoin não pode realizar.

Adicionalmente, a Fidelity afirma que muitos frequentemente veem o Bitcoin como um bem monetário emergente ou uma moeda. No entanto, ela questiona se o ether pode ser igualmente considerado como dinheiro.

Ethereum x Ether

Em suma, a conclusão da gestora é de que sim, ele pode ser visto dessa forma por alguns. No entanto, o ether provavelmente enfrentará mais obstáculos do que o bitcoin para ser amplamente aceito como uma forma de dinheiro. O ether compartilha muitas propriedades do dinheiro com o bitcoin e outras moedas, mas difere do bitcoin em escassez e histórico.

Desse modo, outro ponto levantado é a falta de aplicação no mundo real, segundo a Fidelity. Portanto, as pessoas usam o ether como meio de pagamento, mas limitam esses pagamentos a ativos estritamente digitais.

O Ethereum geralmente alcança a finalidade em 13 minutos para a maioria das transações, tornando-o mais rápido para se tornar um “assentamento garantido” do que o assentamento probabilisticamente garantido de uma hora do Bitcoin.

A Fidelity conclui que o Ethereum se estabelece inegavelmente como uma plataforma líder para a criação de aplicações descentralizadas, mas enfatiza a necessidade de se prestar atenção às implicações para o ether como token.

A Fidelity argumenta que, tanto em teoria quanto em dados até agora, a atividade na rede Ethereum impulsiona a demanda por espaço de bloco, o que, por sua vez, gera fluxo de caixa que pode se acumular para os detentores de tokens.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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