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Como o Drex será usado em programas de auxílio social? beneficiar bom pagadores no Brasil pode ser realidade

Juliana Radesca, coordenadora de inovação na Elo, comenta que o Drex pode ser uma forma para garantir que o benefício esteja realmente sendo pago para aqueles que precisam.

No DemoDay 2023, um evento organizado pela Elo na Inovabra, diversas startups apresentaram soluções inovadoras para a economia tokenizada. A Elo tem um foco grande na utilização do Drex em programas de auxílio social, e uma distribuição de benefícios de forma mais justa.  A Elo faz parte de um consórcio no projeto piloto do Real Digital, junto com a Caixa Econômica e a Microsoft.

Ademais, as soluções apresentadas no evento, desenvolvidas em colaboração com a Elo, visam contribuir para a construção da nova economia impulsionada pelo Drex.

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Após a conclusão do evento, a Elo disponibilizou uma página em seu site dedicada às soluções apresentadas. As startups que colaboraram com a Elo na criação desses produtos agora têm seus trabalhos exibidos na vitrine virtual da empresa. 

Em conversa com o BlockTrends, a empresa mostrou-se bastante centrada em inovações voltadas ao pagamento offlines com Drex e foco em programas de auxílios sociais. Gabriel Rodrigues, gerente de inovação, comenta que a equipe entregou todos os fluxos que estavam previstos na primeira fase do piloto. Agora vão começar a testar a privacidade.

“Agora, da última semana pra cá, a gente começou a receber a primeira documentação para trabalhar em cima do tema privacidade, e aí são três temas que a gente vai abordar nos próximos meses: solução Zether, Starlight e a Parchain, da Parfin. Estamos começando com a Zether”, diz.

No que tange à integração das soluções apresentadas durante o DemoDay, entre as que chamam bastante atenção está a Bitshopp. A startup busca simplificar a tokenização de ativos RWA, e a partir de uma chamada de API, permitir que a instituição financeira tokenize de forma simples. A solução já consta no site da Elo. Além dela, uma construída pela startup VAAS, que visa monitorar e precaver agentes maliciosos em blockchains.

Drex em programas de auxílios sociais

Finalmente, sobre programas de auxílios sociais, Rodrigues comenta que os programas que injetam cerca de R$ 16 bilhões de reais por mês trazem algumas oportunidades de negócio com Drex.

“Não só em termos de eficiência, para você melhorar esse processo de distribuição de valor monetário para a sociedade, mas principalmente de prover ferramentas que possam digitalizar o público que ainda tem algumas dificuldades, que ainda não está tão familiarizado com tecnologia, através do Drex”, coloca.

A Elo também revelou estar trabalhando com um maior enfoque em pagamentos offlines. Desse modo, mirando justamente na população mais marginalizada, que não tem fácil acesso à internet.

“Isso também é um tópico que está previsto na agenda, mas ainda não entrou. Mas existe um contexto em que a gente está trabalhando junto com a Caixa e com a Microsoft. Mas especialmente com a Caixa, pelo fato de ser um banco com apelo muito popular, e que provém benefícios sociais para o público”, diz Rodrigues.

A ideia é justamente facilitar o acesso desses auxílios, por meio do Drex, para pessoas que não tem condição de ir até uma agência da Caixa e esperar horas em uma fila para receber o benefício.

“Quando você fala de uma moeda tokenizável e programável, possivelmente você consegue programar essa moeda para que ela seja disponibilizada para uma pessoa de tanto em tanto tempo. E, com isso, você elimina a necessidade dessa pessoa ter que se deslocar, por exemplo, seis horas para ir a uma agência”, explica.

Outra possibilidade abordada por Rodrigues é a opção do beneficiário receber o Real tokenizado de modo offline dentro de um cartão, ou dentro de uma wallet no celular. “Além de fazer com que essa pessoa, que recebe esse benefício, consiga transacionar, sem necessariamente estar em um lugar com rede. Inclusive P2P”, diz.

Diminuição de fraudes

Contudo, um fácil acesso à programas de benefícios não quer dizer necessariamente um acesso mais amplo. Ou seja, os critérios de quem será contemplado também poderão ficar mais fáceis de verificar.

Nesse sentido, entra outra solução que também foi lançada no site da Elo e apresentada durante o DemoDay. Trata-se da IDx, plataforma impulsionada pela Lumx. A ferramenta visa por meio da Polygon ID criar uma validação de dados cadastrais como soluções às empresas que precisam pedir KYC.

Ou seja, por meio de ZK rollups, criptografia de prova de conhecimento zero, a ideia é criar um Open Finance que abrange mais que finanças. Onde o usuário tenha posse dos seus dados, e permita compartilhar com uma instituição. Seja ela financeira ou não.

“O que a gente imagina, na verdade, é que a economia tokenizada será algo muito amplo. E que o Drex, por exemplo, é o primeiro passo para que em algum momento a gente tenha não só os bancos, as instituições financeiras, mas outros tipos de entidade que de alguma forma vão estar conectados a uma rede blockchain. De certa forma, isso facilita a possibilidade de você utilizar soluções de identidade que usam esse tipo de tecnologia para poder melhorar a experiência do cliente”, diz Rodrigues.

Cruzamentos de informação

Juliana Radesca, coordenadora de inovação na Elo, complementa dizendo que o Drex pode ser uma forma para garantir que o benefício esteja realmente sendo pago para aqueles que precisam.

“Hoje o cenário de fraude só aumenta no Brasil e no mundo, mas acho que o contexto aqui do Brasil é um pouco mais específico. A gente precisa garantir que, nesse caso de benefícios sociais, o dinheiro esteja sendo pago, de fato, para a pessoa que é dona e deve ter aquele benefício na sua conta”, diz Radesca.

É público que o Governo Federal agora utiliza tecnologia blockchain para emissão do Registo Geral, o RG. Ademais, muitos sistemas do Governo já estão migrando para uma plataforma unificada, de identificação única, o e-GOV. Portanto, o BlockTrends questionou sobre a possibilidade de uma utilização do Drex em auxílios como “Minha Casa, Minha Vida”, e migração de informação por meio do Serasa e outras plataformas do Governo.

“A gente enxerga o DREX como uma plataforma de novos serviços financeiros, e isso inclui, inclusive, a possibilidade de você começar a sonhar com alguns casos como esse que você trouxe. Eventualmente, uma pessoa pode tokenizar algum ativo que ela tem, seja um imóvel, um automóvel, e usar o token desse ativo para poder ter acesso a um outro serviço financeiro que hoje ela não consegue ter”, diz.

Além do RG em blockchain

Conforme conta, olhando para esse contexto como um todo, o que a Elo desenvolveu junto com a Lumx é uma prova de conceito, mas ainda em seus primórdios. “Estamos, de fato, testando algumas hipóteses sobre o conceito de identidade digital descentralizada, que, basicamente, é uma wallet de credenciais com informações de uma determinada pessoa”, revela.

Nessa ferramenta, o usuário é dono de seus dados e das suas credenciais, e pode mostrar esses dados onde ele achar que tem uma necessidade. Seja em uma situação de compra, seja para liberar algum outro tipo de serviço. Além disso, os dados são protegidos, e a empresa tem acesso apenas à informação que é necessária para validar um novo cadastro.

Em um contexto de um sistema unificado, como o e-GOV, é ainda mais interessante, e viável, imaginar como um programa de recompensas pode ser usado para beneficiar um bom pagador. Ou ainda liberar acesso à quitação de dívidas de programas como “Minha Casa, Minha Vidas”, através do acesso à informações validadas sobre o score no Serasa, ou quantidade de benefícios inscritos.

“Essa solução basicamente facilita o onboarding de usuários em novos produtos. Acho que a gente tira toda aquela fricção do usuário ter que ficar fazendo login e senha em diferentes sites e aí [nesses casos] tem também um risco de fraude, de vazamento desses sites”, complementa.

Identificar somente o necessário

Segundo ela, para o mercado, também é uma solução interessante. Isso porque diminui de forma substancial todo o investimento que tem que ser feito para evitar ataques hackers em suas bases de dados que guardam informações sobre usuários.

“Hoje, se uma pessoa precisa provar que é maior de idade, ela tem que mostrar o documento inteiro dela. Então, aquele documento tem o número do RG, o número do CPF, nome completo, nome do pai, nome da mãe. São todas aquelas informações que a pessoa precisa para validar a idade de uma pessoa?”, questiona.

Gabriel Rodrigues comenta sobre outros serviços financeiros que poderiam ser implementados com o Drex. Um deles explorado internamente, segundo disse, é a tokenização de ativo como garantia para concessão de crédito.

“Eventualmente, pode ser que eu tokenize a minha casa e coloque uma fração dessa casa como garantia de um empréstimo. Empréstimo esse, que eu preciso para comprar uma outra coisa. Esse tipo de mecanismo, eu acho que facilita muito a inclusão de brasileiros hoje, que pelo fato de a gente ter um sistema, embora seja um sistema financeiro avançado, ainda existem algumas deficiências do ponto de vista de não conseguir colher as melhores ou as informações mais assertivas das pessoas que estão inseridas em alguns contextos econômicos.”

Pagamentos offlines com Drex

Acerca dos pagamentos offlines, Rodrigues diz que o consórcio está primeiro entendendo como que vai funcionar esse mecanismo. Principalmente de converter um token, que está em uma carteira online, para uma carteira offline. Conforme conta, um dos maores problemas está no duplo gasto.

“A partir do momento que eu disponibilizo ele [token offline convertido] para uso, como é que eu previno que esse token não vai ser utilizado duas vezes? Que é um problema clássico de pagamento offline para qualquer tecnologia”, diz.

A questão colocada por Rodrigues é que, você não pode ter o mesmo token, a mesma moeda sendo utilizada mais de uma vez. Contudo, ao mesmo tempo você tem que garantir o rastreamento desse token. Para que quando o token for colocado novamente em um ambiente online, não cause problema.

“A gente já entende hoje como funciona isso dentro do nosso arranjo. E aí o que a gente está fazendo é, inclusive a gente está trabalhando muito próximo do time que cuida desse tipo de pagamento. Unir o conhecimento das duas tecnologias para tentar desenhar uma jornada e um fluxo que seja, primeiro, interessante para o cliente lá na ponta”, diz.

Não adianta fazer um pagamento offline que seja limitado em termos de quantidade de transação ou velocidade, ele coloca. Entretanto, ao mesmo tempo é preciso garantir a segurança, efetividade e custo.

“Então a gente está, nesse exato momento, desenhando esse mapa para aí sim, tendo isso bem claro, bem construído, implementar. Estamos trabalhando com prazo, talvez até março, abril do ano que vem, já ter um protótipo para apresentar para o Bacen”, diz.

Drex
(Imagem: DALLE-3)

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