Economia

Com escassez de mão de obra, McDonald’s paga até R$7 mil para adolescentes de 14 anos

Desesperada para encontrar trabalhadores, uma franquia do McDonald’s em Medford, no Estado americano do Oregon, decidiu apelar para trabalhadores de até 14 anos.

A escassez de trabalhadores que toma conta dos Estados Unidos com o fim da pandemia tem atingido níveis alarmantes.

Se antes a expectativa de que um aumento do salário mínimo para $15 por hora poderia resolver, no momento até mesmo isso tem sido incapaz de sanear o problema.

As cadeias de restaurantes que dependem de pessoas pouco qualificadas, via de regra costumam aceitar trabalhadores iniciantes no mercado de trabalho, daí a aposta recente em adolescentes.

Essa porém não chega a ser uma novidade. Os “Summer Jobs”, ou empregos de verão, são uma prática comum entre adolescentes nos EUA.

Jeff Bezos, o CEO da Amazon, e Sasha Obama, filha do ex-presidente Barack Obama, são alguns exemplos de adolescentes que já passaram pela rede dos arcos-dourados. Jeff aos 16 e Sasha aos 15, quando o pai ainda era presidente.

A situação nos EUA em particular chegou a um estágio crítico, com cerca de 10,5 milhões de vagas em aberto e nada menos do que 4,3 milhões de trabalhadores simplesmente abrindo mão do seu trabalho.

Uma das explicações, claro, foram os generosos auxílios concedidos pelo governo. Em certo ponto, 68% dos americanos ganhavam mais ficando em casa do que trabalhando, graças aos auxílios e seguros desemprego. 

A pandemia entretanto alterou o ciclo do mercado de trabalho de maneira mais dura. Trabalhadores mais velhos se aposentaram mais cedo do que o previsto, abrindo novas vagas e criando um ciclo de promoções que fez faltar trabalhadores nas bases.

Em outra cadeia de fast food, a Layne’s Chicken Fingers, o caso levou os gestores a promoverem adolescentes em seus 19, 20 anos, como gerentes de loja. Neste caso, o salário anual chega a $50 mil, ou R$270 mil anuais convertidos pelo câmbio nominal e R$118 mil considerando a “paridade do poder de compra”. O valor, claro, não inclui eventuais bônus de performance. 

Adolescentes entre 16 a 19 anos no Texas podem esperar fazer algo 28,6 mil dólares anuais, cerca de R$13 mil mensais no valor nominal, equivalente a R$5,5 mil em poder de compra aqui no Brasil. 

A “paridade de poder de compra” é uma maneira de estimar o quanto um dólar compra em produtos em outros países, variando de acordo com custos locais, impostos e a própria produtividade. O dólar “ppc” brasileiro gira em torno de R$2,3 hoje. 


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