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MST invade Faria Lima com novo título de “perda fixa”

Com o objetivo de captar R$ 17,5 milhões, O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto (MST) chegou ao mercado de capitais com títulos de recebíveis. A oferta pública dos CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) teve início nesta terça-feira (27) e representa uma forma de financiar a produção agrícola do movimento. O CRA é um […]

Com o objetivo de captar R$ 17,5 milhões, O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto (MST) chegou ao mercado de capitais com títulos de recebíveis.

A oferta pública dos CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) teve início nesta terça-feira (27) e representa uma forma de financiar a produção agrícola do movimento.

O CRA é um título de renda fixa que, no caso do MST, é emitido com ajuda da Gaia Impacto e representa um investimento na agricultura familiar, setor responsável pela maior parte dos alimentos produzidos no Brasil.

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MST busca capital e entrega “perda fixa”

Essa não é a primeira vez que o MST procura levantar capital no mercado financeiro, pois em maio do ano passado o movimento conseguiu R$ 1 milhão para a Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan) com investidores qualificados.

Dessa vez, porém, eles não estão atrás apenas dos milionários, qualquer investidor poderá adquirir os títulos com apenas 100 reais.

Os papéis oferecem um retorno de 5,5% ao ano e possuem um prazo de 5 anos. Ou seja, o investidor deve aguardar todo esse período para ver o dinheiro de volta. E os ganhos, porém, podem ser completamente corroídos pela inflação, como mostram as previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Segundo o relatório Focus, o esperado para 2021 é uma inflação de 6,56%.

De acordo com Eduardo Moreira, economista e idealizador da entrada do MST no mercado financeiro, não há contradição alguma no movimento levantar capital dessa maneira:

“O sistema financeiro não é algo do capitalismo, qualquer país tem um. Em Cuba, tem banco, na China, na Venezuela, na Coreia do Norte, nos EUA, Alemanha. O que é diferente entre os países é a forma como o sistema financeiro se estrutura e como as pessoas podem acessá-lo.

Em tese, o sistema financeiro deveria fazer com que os recursos que estão em excesso pudessem chegar a mais mãos, daqueles que precisam de recursos para exercer as suas atividades”, disse.

Investimentos para lutar contra a inflação

Se o produto financeiro do MST não supera a previsão da inflação, quais produtos são vistos com bons olhos para preservar o poder de compra do seu dinheiro?

Além dos títulos do Tesouro Direto que são atrelados ao IPCA (índice utilizado para medir a inflação média), o Bitcoin é muito utilizado em países cuja inflação saiu do controle. Na Venezuela, por exemplo, literalmente bilhões de reais são negociados em Bitcoin (veja também Venezuela e Criptomoedas: um caso de uso real).

Perante a moeda brasileira, o real perdeu valor considerável perante o bitcoin como podemos ver no gráfico abaixo:

 

Essa degradação da moeda estatal é muito bem representada por memes famosos na internet como o clássico carrinho de compras:

Comparação do poder de compra da moeda estatal e bitcoin.

Para deixar mais claro, um vídeo do Canal 90 mostra quanto custavam os produtos nos anos 90 se comparados com hoje, vale a pena assistir:

Colaborou com a escrita da matéria Neto Guaraci.

Leia também: Só se preocupa com inflação quem ainda não comprou bitcoin

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