Finanças

Moody’s avalia recessão na Argentina para 2024; inflação chegará a 275%

A estabilização da economia argentina se torna cada vez mais desafiadora e dependerá essencialmente das políticas do novo governo.

Moody’s avalia recessão na Argentina para 2024; inflação chegará a 275%
(Imagem: Bing AI)

A Moody’s, agência internacional de avaliação de risco de crédito, divulgou um relatório pessimista para a Argentina. A agência avalia que a Argentina continuará enfrentando forte pressão inflacionária. Além disso, a Moody’s prevê que a economia do país pode encolher 3,5% em 2023 e 2,5% em 2024. Somente depois, o país possa voltar a apresentar a um crescimento modesto em 2025.

A agência antecipa que a inflação anual acelerará para 275% no próximo ano. O movimento aconteceria à medida que um “ciclo vicioso” de expectativas desancoradas, depreciação cambial e importação de inflação se instala.

“A Argentina deverá aprofundar sua crise econômica. Já que a inação do governo para corrigir os desequilíbrios está criando um ambiente econômico cada vez mais insustentável”, afirma a Moody’s em relatório.

A estabilização da economia argentina se torna cada vez mais desafiadora e dependerá essencialmente das políticas do novo governo. Este que será eleito em 19 de novembro, com Sergio Massa e Javier Milei na disputa presidencial.

“Independentemente do resultado, a nova administração enfrentará enormes desafios para corrigir os desequilíbrios fiscais e externos que sustentam os problemas econômicos do país”, comenta a agência.

A Moody’s também avalia acerca do o aumento da taxa de juros básica da Argentina para 133% em outubro. Segundo a agência, isso indica que o Banco Central da Argentina (BCRA) está perdendo o controle da situação macroeconômica.

Apesar de o BCRA manter a taxa de câmbio do peso argentino contra o dólar relativamente estável em torno de 350, reservas cambiais líquidas negativas limitarão sua capacidade de manter essa estabilidade indefinidamente.

“Enquanto isso, uma complexa rede de controle de capitais e taxas de câmbio paralelas está incentivando um movimentado mercado paralelo para o peso e exacerbando a inflação argentina”, afirma a Moody’s no documento.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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