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Blockchain

Ledger sofre críticas por novo serviço de recuperação de senhas

A fabricante francesa de carteiras de cripto, Ledger, lançou um serviço de recuperação de senhas, tornando-se alvo de críticas na web.

Responsável pela custódia de 20% dos criptoativos do mundo, a Ledger virou alvo de críticas após anunciar novo serviço: a possibilidade de recuperação de senhas. Em suma, o novo serviço permitirá os usuários linkarem sua frase chave de wallets de cripto ao seu passaporte, ou outro documento de identificação.

Na prática, a empresa busca atuar em uma área de grande preocupação para usuários. Como apontou o BlockTrends Research em estudo recente, o total de Bitcoins perdidos desde 2020 superou as novas emissões, levando a um aumento de escassez. Tal perda ocorre, em boa parte das vezes, por usuários que não conseguem mais ter acesso as suas carteiras.

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O novo serviço custará US$9,99 mensais e deve permitir aos usuários armazenarem as informações em 3 provadores diferentes.

O primeiro provedor será da própria Ledger, seguido da Coincover, além de um terceiro ainda não anunciado.

Um “desastre iminente”

No Reddit, usuários relembraram um episódio de 2020, quando cerca de 300 mil clientes da Ledger tiveram dados vazados. Ao todo, 1 milhão de e-mails cadastrados na base da empresa também acabaram sendo vazados. Portanto, ainda seguindo tais críticas, é possível que agregar novos responsáveis pela segurança, surta efeito contrário, diminuindo a segurança dos dados.

Segundo estes usuário, a possibilidade de que a frase chave seja armazenada, aumenta a fragilidade da custódia de cripto,

A empresa, porém, assegurou que outras medidas serão adotadas para garantir a segurança. A ideia é que as transações necessitem de confirmação via câmera do celular, além de outros mecanismos de defesa tradicionais em bancos.

A Ledger afirmou ainda que a recuperação de senhas será um serviço opcional, não obrigatório.

Ledger capta €100 milhões

Há cerca de 2 meses a Ledger anunciou um novo aporte, da ordem de 100 milhões de euros. O aporte avalia a empresa em 1,3 bilhão, o mesmo valor de uma rodada realizada em 2021.

Com os recursos, a Ledger espera rentabilizar sua base de clientes. Hoje conhecida como uma fabricante de hardware, a Ledger opera, em menor escala, um modelo similar a Apple. A companhia já está no bolso, ou na casa (ou onde quer que você guarde sua wallet), dos maiores investidores de cripto. Por analogia, a companhia necessita portanto tornar suas receitas recorrentes. Como resultado, a Ledger poderia se tornar mais resiliente aos ciclos, tal qual a empresa de Tim Cook.

Social Recovery

Analogamente, Vitalik Buterin, do Ethereum, também tem buscado uma solução para essa questão, A “recuperação social”. Similarmente ao modelo anterior, a recuperação da frase chave da sua carteira pode ser realizada por meio de outras carteiras. Nesse sentido, seria possível incluir outras carteiras de sua propriedade, ou de pessoas em quem você confie, como guardiões da senha.

Do mesmo, a expectativa é resolver um problema também geracional. A possibilidade de que investidores de cripto venham a falecer sem deixar o acesso a seus ativos para a família, ainda é uma questão preocupante.

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