Dogecoin (DOGE) corre risco de ser deslistado de corretoras; nova tecnologia está ‘chutando cachorro morto’
Segundo o desenvolvedor, as corretoras pressionam que a rede melhore logo, ou então irão chutar o cachorro quase morto. Ou seja, deslistar o token de suas plataformas.
A tecnologia dos Inscriptions, ou inscrições, nasceu na rede Bitcoin mas invadiu diversas outras blockchains como a Dogecoin (DOGE). A tecnologia permite a inscrição de metadados totalmente dentro do blockchain. Contudo, a prática exige bastante armazenamento, validadores comprometidos e capacidade de espaço em bloco.
Nesse sentido, algumas redes como a Avalanche (AVAX) já apresentaram, travamentos após receberem uma avalancha de inscriptions, trocadilho intencional. Contudo, a rede de Dogecoin parece não estar dando conta, segundo o próprio desenvolvedor da rede, Timothy Stebbing.
“Dogecoin (DOGE) está doente no momento. Estamos sendo contatados por uma série de exchanges dizendo que Dogecoin está travado/não responde, etc. Sabemos que o problema são inscrições obstruindo a rede, e desenvolvedores em geral, core, fdn, etc. agora estão se unindo em várias ideias de amigável ao extremo para proteger a rede Dogecoin que prioriza a moeda”, diz no seu Twitter.
Segundo o desenvolvedor, as corretoras pressionam que a rede melhore logo, ou então irão chutar o cachorro quase morto. Ou seja, deslistar o token de suas plataformas. Nessa semana, a deslistagem de Monero (XMR) por conta de outras questões, fez o token despencar mais de 20% em minutos.
A Dogecoin surgiu como uma criptomoeda meme, ou memecoin. Contudo, muitos defendem que a moeda já carrega uma tese séria, de troca monetária, inclusive competindo diretamente com o Bitcoin.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.