CBDCs: teorias da conspiração fazem Banco Central Europeu recuar no Euro Digital
BCs da UE, que se baseiam em argumentos técnicos ou econômicos, agora enfrentam uma oposição mais política. A resistência pode começar com preocupações genuínas sobre privacidade, e os limites do poder governamental. Mas também pode se inclinar para teorias da conspiração.
Defensores do euro digital na União Europeia (UE) estão enfrentando uma crescente oposição política aos seus planos para uma moeda digital do banco central (CBDCs). Os oficiais da UE têm promovido o euro digital, prometendo privacidade incomparável a outros tipos de pagamento digital, além de promover a proteção da independência europeia de provedores de pagamento estrangeiros.
No entanto, os bancos centrais da UE, que se baseiam em argumentos técnicos ou econômicos, agora enfrentam uma oposição mais política. Essa resistência pode começar com preocupações genuínas sobre privacidade, e os limites do poder governamental. Mas também pode se inclinar para teorias da conspiração que veem os CBDCs como parte de um esquema mais amplo de controle estatal.
Esta visão é reforçada internacionalmente, com figuras como os candidatos à presidência nos Estados Unidos Robert F. Kennedy Junior e Ron DeSantis nos EUA. Ambos descrevem moedas digitais apoiadas pelo estado como ferramentas de vigilância e controle social.
Diante desses desafios, os banqueiros centrais estão buscando maneiras de responder a essas críticas e garantir ao público a segurança e privacidade do euro digital.
Para alguns dos que se opõem à ideia, “a criação de uma moeda digital na área do euro ou em qualquer outra parte do mundo está a tornar-se parte desta enorme conspiração – juntamente com o wakeismo, juntamente com a agenda verde, e assim por diante, para controlar o mundo e a vida dos cidadãos”, disse o governador do Banco Central belga, Pierre Wunsch, aos participantes num evento na última quinta-feira conforme noticiado pelo CoinDesk.
“É bastante claro que não se trata apenas de um debate puramente racional”, acrescentou. “Precisamos de ter a certeza de que o nosso pessoal compreende que não se trata de controlar as suas vidas – o que deveria ser óbvio, mas aparentemente algumas pessoas não vêem isso como óbvio.”
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.