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A pior ideia para resolver a crise bancária 

Senadora Democrata a favor de taxar os mais ricos, propõe que o governo assuma o risco bancário.

A crise bancária que afeta os bancos regionais americanos, tradicionalmente os bancos menores, excluindo os 5 gigantes de Wall Street, pode ganhar um novo capítulo com a defesa de Elizabeth Warren.

A senadora Democrata que disputou as prévias do partido para concorrer à presidência na última eleição, tem se notabilizado pela defesa de uma taxação mais agressiva aos ricos, além de pressões sobre criptoativos e Big Techs.

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Agora, a senadora propõe que o FDIC, o equivalente ao Fundo Garantidor de Crédito brasileiro, cubra depósitos de até US$2 milhões.

Criado em 1933, em meio a grande depressão, o Federal Deposit Insurance Corporation, nasceu com o propósito de garantir depósitos de até US$2500. Em meio a inflação do dólar (este valor seria o equivalente a US$57,5 mil em valores de hoje), além do crescimento do setor, o valor chegou aos atuais US$250 mil.

Na prática, assim como o FGC, o FDIC é alimentado com parte dos depósitos bancários, criando um grande fundo, utilizado para pagar investidores em caso de falências bancárias. Como o nome já diz, um seguro.

Atualmente o fundo possui US$128,2 bilhões caixa, o suficiente para cobrir 1,3% dos depósitos bancários americanos, daí a limitação de valor. No Brasil, o FGC possui cerca de R$80 bilhões, cobrindo 2,3% dos depósitos à vista. É importante ressaltar que em ambos os casos, investimentos em fundos não são cobertos. 

Também nos dois casos, o brasileiro e o americano, o objetivo está em permitir que bancos menores se tornem mais atrativos ao investidor. Na prática, isso significa que o CDB do banco pequeno pagando 116% do CDI pode ser quase tão seguro quanto o CDB de um banco grande que paga 100% do CDI, permitindo mais capital para bancos menores operarem.

Com a proposta da senadora Democrata, porém, o fundo de crédito americano poderia assumir depósitos além daquilo que possui em reservas.

Com US$2 milhões por depositante, haveria uma clara transferência da obrigação de gestão de risco dos bancos para um órgão do governo.

Em suma, estaria claro desde o princípio que os pagadores de impostos americanos irão resgatar clientes e bancos que assumam riscos elevados, em até US$2 milhões.

Este incentivo perverso acabaria se tornando um tiro que sai pela culatra. O objetivo de descentralizar o sistema sem grandes dificuldades, acabaria levando a bancos menores assumindo muito mais risco, o que gera lucros elevados aos seus executivos, além de instabilidade ao sistema. 

Nas crises, mais constantes dada a garantir maior sobre o risco, a concentração bancária facilmente cresceria.

Eis aí a pior ideia sobre a crise bancária americana: tirar dos bancos a obrigação de gerir seu risco.

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