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Escolhendo o que assistir na Netflix

5 dicas imperdíveis sobre mercado e tecnologia para ver na Netflix


Por Gabriel Aleixo
Abril 21, 2020

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A quarentena chegou com tudo e o esporte da maioria das pessoas se tornou maratonar séries na Netflix. Ao menos dentre os que têm tempo livre, o aumento na demanda foi enorme. Tão grande que chegou até mesmo a obrigar a empresa a reduzir a qualidade de transmissão dos vídeos, com medo de sobrecarregar a internet do planeta caso não o fizesse.

São tempos extraordinários que nos levam a medidas extraordinárias. Logo, se até a internet está precisando ser “racionada”, de certa forma, nada melhor do que investir nosso tempo e os recursos do mundo digital de forma mais inteligente. Pensando em aguçar seu interesse em finanças e tecnologia, separamos 5 dicas para enriquecer o streaming.

Explicando (Explained)

Inspirada nos vídeos com temática educacional da Vox, que se popularizou no YouTube, a Netflix produziu uma série chamada Explicando (Explained), que já conta com duas temporadas. Lançados em 2018, os episódios são voltados a explicar um novo tema sempre de forma objetiva e didática.

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Com duração entre 15 e 20 minutos, alguns dos tópicos já abordados são o mercado de ações, a crise hídrica no planeta e o efeito metabólico das dietas. A ideia da série é sempre pegar um tópico complexo ou de nicho e torná-lo acessível ao público em geral.

Inclusive, um dos mais interessantes episódios é sobre criptomoedas. Com narração de Christian Slater, o episódio 5 da primeira temporada de Explicando (Explained) revela passo a passo de onde vieram as criptomoedas, como funcionam, como ganharam popularidade e mostram o porquê desta indústria ter um enorme potencial.

A Lavanderia (The Laundromat)

Muitas vezes de forma injusta, as criptomoedas mencionadas na dica anterior são apontadas como um mecanismo facilitador de crimes financeiros. Argumento utilizado usualmente por pessoas com pouco conhecimento técnico no tema, ele ignora a transparência radical trazida à tecnologia na forma como funciona a blockchain.

No entanto, se a blockchain é fonte de confiança, transparência e auditoria pública na rastreabilidade de inúmeros criptoativos, quando falamos do sistema financeiro tradicional ainda há muitas brechas. Estrelado por grandes nomes como Meryl Streep, Gary Oldman e Antonio Banderas, o filme A Lavanderia (The Laundromat) é uma comédia dramática com ótimas tiradas e explicações do que envolve o escândalo dos Panama Papers.

O episódio verídico em que é baseado o filme da Netflix ocorreu em abril de 2016, quando foram vazados mais de 11 milhões de documentos do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca. Dando muitas vezes conta de como, quando e por quem foram abertas empresas offshore em diversos paraísos fiscais mundo afora, os documentos revelaram uma série de crimes financeiros. No filme, alguns desses casos são revelados com especial atenção, evidenciando grandes doses de corrupção e lavagem de dinheiro.

Nada é Privado (The Great Hack)

As revelações trazidas à tona por Edward Snowden a partir de 2013 colocaram o mundo em alerta, quanto à exposição de nossa privacidade pessoal no uso de tecnologias digitais. Como resultado, alguns mais cautelosos já passavam a adotar criptografia aplicada em suas comunicações.

Contudo, uma nova ameaça surgia e foi revelada tempos depois, conforme descrito pela narrativa de Nada é Privado (The Great Hack), lançado em julho de 2019. O filme trata do escândalo envolvendo gigantes como a rede social Facebook e a consultoria Cambridge Analytica. Dessa vez, falava-se não da exposição de dados pessoais, mas sim de manipulação da opinião pública.

Utilizando de avançadas tecnologias de data mining e comunicação estratégica, a Cambridge Analytica é até hoje acusada por muitos de ter utilizado veículos digitais para desviar o curso de pleitos globais. Da votação do Brexit às eleições presidenciais dos EUA em 2016, o filme reflete sobre as possibilidades técnicas e os limites éticos da persuasão online. Provocativa, a história sem dúvidas leva ao questionamento do uso que fazemos de rede sociais e da multiplicidade de estímulos aos quais estamos sujeitos ao usar aplicativos que até então nos pareciam corriqueiros.

Fyre

Idealizado principalmente para o deleite de milionários e influenciadores do maior polo de inovação do planeta, o Fyre Festival acabou ficando conhecido no Vale do Silício como “a grande festa que jamais ocorreu”. Com pacotes chegando a custar até 100 mil dólares por dois fins de semanas de festança nas Bahamas, a organização prometia atrações musicais de renome mundial e gastronomia altamente requintada.

Ao chegar lá, no entanto, pessoas acostumadas a um tratamento muito específico se depararam com colchões encharcados de chuva, malas deixadas de qualquer jeito num estacionamento velho e sanduíches com não mais do que duas fatias de queijo. O sonho que se tornava pesadelo virou documentário na Netflix, descrevendo com riqueza de detalhes o tamanho do fiasco.

O episódio é digno de filme não apenas pelo inusitado de tudo o que ocorreu, mas sim por ser um retrato fidedigno dos excessos do Vale do Silício. Local onde muitas vezes prevalece a cultura do “fake until you make it”, parece que para alguns por lá mentir ou falar de forma grandiloquente virou hábito. Em especial durante os últimos anos, quando a injeção de liquidez nos mercados de tecnologia foi imensa, essas práticas se ampliaram e terão que ser inevitavelmente corrigidas daqui pra frente.

A Grande Aposta (The Big Short)

Um clássico que não poderia ficar fora de qualquer lista envolvendo mercado. Agraciado com diversas estatuetas do Oscar e estrelado por gigantes como Christian Bayle, Ryan Gosling e Brad Pitt, a trama muito bem-humorada conta a história verídica de quem fez fortuna com a crise do subprime em 2008. O roteiro é baseado num livro de mesmo nome do autor Michael Lewis.

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A comédia dramática é obrigatória pra quem atua no mercado financeiro ou busca entender melhor como ele funciona, já que ao longo da trama traz pequenas esquetes explicando de forma divertida como diversos aspectos do segmentos funcionam. A história gira em torno do gestor Michael Burry, um dos primeiros a perceber que uma bolha se formava no mercado imobiliário norte-americano desde 2005, com empréstimos “podres” insustentáveis no longo prazo.

Apostando “contra”, desde então, quando todos acreditavam na máxima de que o preço dos imóveis só sobem, o investidor teve que bancar sua posição a duras penas (financeiras e psicológicas), para então obter um êxito bilionário quando tudo eclodiu em 2008. Embora seja um clássico, talvez já visto por muitos leitores, revê-lo ainda traz excelentes insights. Principalmente num mundo com recessão e crashes à vista em múltiplos mercados, estar devidamente preparado para proteger seu patrimônio é inevitável.

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