Criptomoedas

Tatá Werneck e Cauã Reymond são novos requeridos na CPI das criptomoedas

Autoridades chamaram ambos na condição de investigados por envolvimento em fraudes com investimentos em criptomoedas relacionadas à empresa Atlas Quantum.

Tatá Werneck e Cauã Reymond são novos requeridos na CPI das criptomoedas
(Imagem: Internet/Reprodução)

Novos nomes foram requeridos na CPI das Criptomoedas, a RCP 4/2023. Entre eles, o ator Cauã Reymond Marques e a atriz e comediante Talita Werneck Arguelhes, Tatá Werneck.

Nesse sentido, as autoridades chamaram ambos na condição de investigados por envolvimento em fraudes com investimentos em criptomoedas relacionadas à empresa Atlas Quantum. No entanto, os nomes ainda não foram aprovados, apenas requeridos. Porém, devem ser colocados em pauta nesta terça-feira (1).

Em junho de 2018, a Atlas Quantum lançou uma campanha chamada Desafio Investidores, um jogo com fins educativos sobre criptomoedas desenvolvido pela agência House of Hagens. Além disso, a competição ainda distribuía Bitcoin aos ganhadores. Confira os prêmios e valores na época:

  • 1º Lugar: 40 BTC (Cerca de R$ 1,2 milhão);
  • 2º Lugar: 5 BTC (Cerca de R$ 150 mill);
  • 3º Lugar: 3 BTC (Cerca de R$ 85 mil); e
  • 4º Lugar: 2 BTC (Cerca de R$ 57 mil)

Desse modo, empresas veicularam diversas publicidades com ambos atores globais em canais abertos e pagos de TV, além de revistas, outdoors, jornais e redes sociais, nas quais influenciadores digitais também contribuíram para a divulgação.

Além disso, o CanalTech também participou da ação. O YouTube removeu os vídeos originais. Contudo, canais paralelos ainda exibem a propaganda da época. Confira:

As autoridades estão investigando a Atlas Quantum por fraude, e a CPI também convocou seus fundadores como testemunhas. Rodrigo Marques dos Santos e Fabrício Spiazzi Sanfelice Cutis fundaram a Atlas Quantum em maio de 2018, em São Paulo.

Ademais, na época, o produto vendido era um suposto robô de arbitragem, chamado “Quantum”, capaz de negociar automaticamente Bitcoin (BTC) entre diferentes corretoras, e garantiam lucros aos investidores. Nesse sentido, após diversas fraudes comprovadas, e fuga do CEO para Europa, o prejuízo estimado foi de até R$7 bilhões a 200 mil pessoas.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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