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Brasil está muito mais atrativo para institucionais que os EUA, diz Senior VP da Fireblocks

Em entrevista ao BlockTrends, Ran Goldshtein, Vice-Presidente Sênior e Chefe de Pagamentos da Fireblocks, comenta suas perspectivas acerca da regulação no Brasil.

Em entrevista ao BlockTrends, Ran Goldshtein, Vice-Presidente Sênior e Chefe de Pagamentos da Fireblocks, comenta suas perspectivas acerca da regulação no Brasil. Conforme diz, o país está extremamente atrativo devido ao fato do ambiente regulatório ser mais amistoso. Além disso, Goldshtein discute suas perspectivas acerca das oportunidades neste mercado.

As declarações foram feitas durante um evento ocorrido nesta quarta-feira (9) em São Paulo, organizado pela empresa israelense fornecedora de infraestrutura cripto Fireblocks. O evento “O Futuro da Movimentação do Dinheiro: Utilizando Rails Blockchain para Liquidações e Pagamentos” trouxe porta-vozes da CVM, Anbima e da Fireblocks para discutir sobre a regulação no país.

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Brasil na vanguarda

Segundo ele, do total de seus clientes, cerca de 40% são das Américas, 30% são da Europa e 30% da Ásia. “O que vimos nos últimos 18 meses é que a América Latina está realmente crescendo. Especificamente na América Latina, é o México e o Brasil. E entre México e Brasil, o México não é um mercado competitivo”, destaca.

Conforme conta, no México o market share é, em maioria, pertencente à Bitso e alguns outros grandes institucionais, Trata-se de um mercado um pouco menor do mercado brasileiro, ele estima.

“Mas também é um pouco, eu diria, menos sofisticado. No Brasil tem muita sofisticação, tem muitos atuantes. Provavelmente 10 vezes mais que no México. Então, para nós, é um mercado muito mais interessante”, diz. Além disso, o Senior VP também destaca a Drex, CBDC brasileira. Conforme diz, apenas cinco países no mundo estão fazendo um trabalho tão próximo do mercado como o Brasil.

“O Banco Central está trabalhando com os reguladores, que estão trabalhando com as empresas. O que está acontecendo agora com Drex é história, certo? Em formação. Mas é a história sendo feita”, comenta.

“E o fato de você ter um painel com quatro reguladores [evento em questão], eu acho, isso não acontece em nenhum lugar do mundo. Para nós, o Brasil está se tornando uma espécie de região número um em todas as Américas, especialmente com a repressão dos EUA. Está realmente se tornando o destino número um nas Américas. Porque, novamente, os EUA estão em estado de retrocesso”, complementa.

No que tange à custódia da Drex, Goldhstein diz que as oportunidades de serviços se ampliam ainda mais. “Então, obviamente, somos um negócio. Queremos vender mais do nosso produto e queremos ser uma empresa de sucesso, com certeza. Mas o papel dos Fireblocks, se você está aprendendo um pouco sobre Fireblocks, é ser a rede e ser o conector, e garantir que, se você rodar em nossa rede, se você for um banco central e usar nossa rede, você pode se conectar a uma fintech de varejo como o Nubank”, explica.

Oportunidades em cripto

Ao falar sobre as oportunidades no mercado de criptomoedas, Goldhstein diz enxergar quatro pilares. Além de criptoativos, como um todo, o Senior VP diz enxergar o caso de uso com pagamentos uma das teses que está sendo bastante aquecida.

“Começou com  criptoativos, e esse foi o principal caso de uso. E ainda é o principal caso de uso, certo? Acho que o segundo caso de uso que vimos nos últimos um ou dois anos são os pagamentos, na verdade. Os pagamentos são menos falados do que o Web3 porque o Web3 é mais glamoroso. Há NFTs, certo? Mas pagamentos é realmente o caso de uso, eu acho, agora que está perseguindo cripto em termos de volume”, destaca.

Conforme diz, o próximo seria a Web3. Isso devido ao fato da capacidade de uma empresa rastrear dados dos clientes, de forma a conhecer mais intimamente quem são seus clientes. Para ele, os NFTs são um grande exemplo disso.

“Acho que a Web3 vai ser super interessante porque vai ser uma nova forma das empresas conhecerem seus usuários. Porque se um usuário tem uma carteira não é custodial, e eles têm muitas NFTs diferentes que obtêm de muitas experiências, é a nova maneira de conhecer seu usuário. E de personalizar a experiência dele em seu produto”, diz.

Conforme diz, muitas pessoas precisam gastar dinheiro no Google ou Facebook em orçamentos de marketing para captar usuários. Para ele, no futuro, eles precisarão capturar usuários escaneando suas carteiras. “Não apenas digitalizando seu histórico de pesquisa”, diz.

“E o quarto caso de uso que acho que virá depois disso são valores mobiliários e tokenização. E esse será o maior. Porque esse é o maior mercado do mundo, o mercado financeiro de valores mobiliários e ativos tokenizados. Porque tokenizar tudo significa essencialmente trilhões de dólares, não bilhões de dólares, certo? Mas ainda faltam 10 anos para isso”, finaliza.

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