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Fireblocks entra para ABCripto; CEO da associação comenta suas perspectivas para o Brasil

Além disso, uma discussão levantada por Srur foi sobre a necessidade de elaborar uma nova regulação específica para o mercado de criptoativos no país.

Fireblocks entra para ABCripto; CEO da associação comenta suas perspectivas para o Brasil
(Imagem: Leonardo Rubinstein Cavalcanti)

A Fireblocks, fornecedora de tecnologia para o mercado cripto, anunciou sua entrada oficial para a Associação Brasileira de Criptoativos (ABCripto). O anúncio foi feito durante um evento ocorrido nesta quarta-feira (9) em São Paulo, e organizado pela empresa israelense.

O evento “O Futuro da Movimentação do Dinheiro: Utilizando Rails Blockchain para Liquidações e Pagamentos” trouxe porta-vozes da CVM, Anbima e da Fireblocks para discutir sobre a regulação no país. Bernardo Srur, CEO da ABCripto, comenta que “o Brasil segue em uma mão diferente do que grandes potências estão seguindo.”

Desse modo, a entrada da empresa à associação demonstra que as organizações, e institucionais, no Brasil seguem querendo avançar. Nesse sentido, Srur destaca que o país é pioneiro.

“Nós temos dois reguladores super abertos, vamos deixar uma coisa bem clara, não é só o Banco Central que regula o mercado cripto no Brasil, é o Banco Central e a CVM. Isso já está claro, já está posto. E nós temos dois ótimos reguladores com dois grandes poderes de diálogo, com expertise técnica profunda sobre o tema, e nós temos dois reguladores abertos à inovação, abertos a entender como resolver os problemas do país”, comenta.

Nova economia, novas regras

Além disso, uma discussão levantada por Srur foi sobre a necessidade de elaborar uma nova regulação específica para o mercado de criptoativos no país.

“A gente cria uma nova, a gente parte do princípio que isso aqui tudo é novo, ou adapta aquilo que existe. E é possível os dois caminhos. A grande questão é como é que a gente faz esses dois caminhos. O mercado de capitais, bem como a estrutura de regras do mercado de capitais existe por um motivo, por uma história, então obviamente isso tem que ser levado em consideração”, destaca.

Mas Srur ressalta que isso não é pretexto para encaixar toda criptoeconomia nas regras existentes. Em exemplo, o CEO comenta sobre as tokenizadoras. Atualmente, é necessário uma securitizadora para atuar na operação. Mesmo que sejam tokens de recebíveis.

“A regulação hoje é boa, ela traz muita segurança, mas para poder encaixar a criptoeconomia, talvez não no seu potencial completo, mas no seu potencial primário, talvez a gente esteja falando de dispensas, de alguns critérios, de alguns equipamentos que nós temos hoje”, diz.

Por fim, Srur finaliza dizendo que, mesmo assim, as autarquias estão abertas para ouvir o mercado. Portanto, tem boas expectativas sobre o tema no futuro.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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