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Banco Pan sofre vazamento de dados

Dados como CPFs, nomes, saldos bancários e número das contas foram revelados em um vazamento que pode ter exposto 22 milhões de contas.

Após relatos em redes sociais, o Banco Pan confirmou que sofreu um vazamento de dados após a detecção de uma grave fragilidade na plataforma.

Ao todo, mais de 22 milhões de contas podem ter sido comprometidas com o vazamento de dados como nomes, CPFs, nascimentos, endereços, números bancários, saldo bancários, créditos aprovados e valores de faturas.

Os dados foram acessados entre os dias 01/03 e 20/03, possibilitando a criação de riscos financeiros para usuários da plataforma.

Segundo Felipe Payão, editor de Cibersegurança no TecMundo, o último vazamento desse calibre ocorreu em 2018, com o Banco Inter, quando dados pessoais de 100 mil clientes e funcionários foram expostos.

Autonomia do Banco Central te protege de populismos piores

Faz muitas décadas que a Ciência Política já abandonou a premissa de que “políticos são agentes benevolentes que tomam decisões de política econômica visando maximizar o bem-estar social”. A nova economia política alerta que incentivos privados dos governantes, como pensar na próxima eleição, podem exercer grande influência na condução da política econômica, fazendo com que se tome decisões controversas acerca de gastos públicos, tributação, a gestão de preços sob administração e juros.

Há muitas pesquisas no Brasil que mostram a relação entre o calendário eleitoral e essas questões. Entre os exemplos, o aumento do endividamento do setor público em anos eleitoraisdiminuição de preços regulados pelo governo, como de combustíveis, maior probabilidade de apreciação de taxa de câmbio real nos meses que antecedem as eleições, entre outros.

Nesse contexto, na história recente do país, como nas eleições de 2014, em que Dilma Rousseff (PT) buscava a reeleição contra Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), houve evidência do cometimento de todos esses elementos. Há, ainda, suspeitas relacionadas à interferências do governo na política monetária, com o Banco Central à época negligenciando o aumento da inflação ao não elevar a taxa de juros, um processo iniciado apenas após o final do processo eleitoral.

Diante do processo eleitoral em 2022, diversas medidas foram tomadas pelo governo a fim de diminuir a rejeição e aumentar as chances de vitória. Entre elas, há por exemplo o Auxílio Brasil, reajustes de servidores, mudanças no ICMS dos combustíveis.

E, se o Banco Central parece ter errado em sua política monetária em relação à taxa de juros, com a maior inflação do país dos últimos 19 anos, o desastre poderia ser ainda maior se houvesse interferências do Executivo na instituição.

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