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IPCA chega a 1,62% e Brasil vive a maior inflação em 19 anos

Divulgado nesta sexta (08), o acumulado do IPCA nos últimos 12 meses chegou a 11,3%. Com a alta, o Brasil vive sua maior inflação em 19 anos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, foi de 1,62% em março, chegando a 11,3% no acumulado de 12 meses. O maior aumento foi no setor de alimentos, que subiu em 3,02%

O aumento coloca o Brasil na maior inflação desde novembro de 2003, quando o acumulado anual do índice chegou a 11,02%. De acordo os dados, a alta foi puxada principalmente pelos combustíveis, que sofreram sucessivos aumentos após o reajuste de até 24,4% realizado pela Petrobras.

Com isso, a inflação brasileira pós-pandemia superou os dados registrados durante a crise de 2015-16, sob o governo Dilma.

5 coisas que você precisa saber para entender a inflação brasileira hoje

Bill Philips nasceu na Nova Zelândia, em 1914, para ser mais exato. Filho de agricultores, Phill é provavelmente o único economista a merecer uma biografia em formato de “filme de ação”.

Antes mesmo de concluir a escola, teve de se mudar para a Austrália. Por lá trabalhou como caçador de crocodilos e gerente de um cinema local. Na sequência, mudou-se para a China, mas foi forçado a deixar o país graças a invasão japonesa.

De lá, fugiu para a Rússia, onde por meio de uma viagem na transiberiana, chegaria ao Reino Unido, onde estudou engenharia elétrica.

Com o início da segunda guerra mundial, se alistou na Força Aérea, sendo enviado para Singapura (possessão inglesa). Por lá, foi capturado por japoneses, passando 3 anos e meio em um campo de prisioneiros.

Durante a estadia no campo, seu gênio inventivo o levou a criar um rádio, que cabia em uma sola de sapato, além de outros aparatos eletrônicos.

Foi só após a guerra que Bill, voltaria ao Reino Unido, e na London School of Economics, apresentaria o Moniac, o primeiro computador da história capaz de ajustar variáveis econômicas, por meio de tubos e água.

O sistema hidráulico de Philipps era capaz de medir com precisão o efeito dos juros no aumento do PIB, da Inflação, da renda nacional ou qualquer outra variável.

Na prática, Bill demonstrou que havia uma troca possível entre inflação e desemprego. Um pouco mais de inflação diminuia o desemprego, e vice-versa.

Seria uma história de sucesso, claro, não fossem os anos 70.

Em meio a uma guerra entre Israel e países árabes, o mundo conheceu o primeiro choque do petróleo, em 1973, levando a economia global a conhecer pela primeira vez a palavra “estagflação”.

Em resumo, o crescimento diminuiu, aumentando o desemprego, em um período onde a inflação estava nas alturas.

Foi ali, que de uma vez por todas os economistas aprenderam que não há uma fórmula mágica para variáveis econômicas.

Ou melhor, deveria ter sido. Fato é que governantes, e principalmente os membros do Banco Central, não aprenderam, e em muitos casos, continuam acreditando que “um pouco de inflação”, vai aquecer e recuperar a economia.

O problema, claro, é que o pouco vira muito e a dose nunca é previsível como queria Philipps em seu Moniac. Isso é parte importante do que está rolando, um descontrole inflacionário.

Mas vamos falar do que importa: o Brasil e o seu bolso.

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