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Pessoas gastaram R$122 bilhões em figurinhas digitais em 2021

Após movimentar R$560 milhões em 2020, mercado de NFTs chegou a R$122 Bilhões em 2021

Coca-Cola, Nike, Adidas, Gucci, NBA são algumas das mais famosas empresas a embarcarem em NFTs ao longo de 2021.

Se em 2020 o mercado movimentou $100 milhões, em 2021 foi possível ver uma única peça chegar a marca de $69,3 milhões de dólares, se tornando a “obra de arte digital” mais cara da história.

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Coleções inteiras de macacos, pedras ou pessoas com pescoços alongados se tornaram um símbolo, seja de integração a novas tecnologias, ou meramente status.

Algumas empresas como Gucci, chegaram a vender obras digitais por valores superiores aos seus modelos de bolsas reais, enquanto a NBA transformou lances de partidas em produtos comercializáveis.

Em Hollywood, NFTs se tornaram um “algo a mais” na busca por tentar atrair o público de volta aos cinemas após as restrições da pandemia.

Cerca de 86 mil espectadores de “Homem-Aranha” ganharam de presente cards personalizados distribuídos a quem comprasse ingressos antecipadamente, uma maneira útil de engajar o público.

Mesmo grandes museus, como Museu Britânico, aderiram a moda, lançando coleções de arte virtuais e cartões postais.

No quarto-trimestre, porém, as NFTs ganharam ainda mais impulso graças a uma mudança vinda diretamente da agora “velha internet”.

O Facebook decidiu mudar seu nome para “Meta”, anunciando um investimento de $10 bilhões para desenvolver AR e VR (Realidade Aumentada e Realidade Virtual), criando o chamado “Metaverso”.

Na esteira dos planos de Mark, outros projetos de mundos digitais ganharam impulso, com destaque para The SandBox e Descentraland. A vantagem, claro, é que nenhum deles é controlado pelo Facebook, ou tem sua imagem associada a Mark Zuckerberg.

Para o Morgan Stanley, a mercado de NFTs ainda possui um potencial elevado de crescimento, podendo chegar a $230 bilhões em 2030, com destaque para o mercado de artigos de luxo que deve ser responsável por $56 bilhões desse valor.

Outro mercado também em alta é o da “construção civil”, que se aproveita da suposta escassez de espaços nos mundos virtuais.

Na prática, há uma limitação de terrenos, gerando uma espécie de “especulação imobiliária”.

Este mercado movimentou $100 milhões nos últimos 7 dias, apenas com compra e venda de terrenos.

É improvável definir o “vencedor” da corrida do Metaverso, ou se a moda de NFTs deve continuar, o certo é que o excesso de liquidez após $6 trilhões de dólares injetados na economia criou um paradoxo curioso no mercado. Há dinheiro em excesso em determinados lugares, e pessoas afetadas e sem renda em outros.

Como aponta a CNBC, objetos virtuais em NFTs estão entre os produtos mais desejados para o Natal deste ano, ao menos nos Estados Unidos.

Mas antes de sair distribuindo figurinhas digitais por aí, é preciso ter sua própria identidade virtual, motivo pelo qual as ENS, Ethereum Name Service, também deve ganhar espaço neste natal.

Trata-se de um endereço virtual para acessar carteiras digitais.

O maior desafio, porém, será convencer sua família no natal de que um jpg é um presente de verdade.

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