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Google, Facebook e Microsoft são uma ameaça ao metaverso segundo co-fundador da Sandbox

Idealizada para ser uma nova infraestrutura para a web, o metaverso coloca de lados opostos grandes corporações e entusiastas cripto.

Uma olhada no ranking de maiores empresas do mundo em 2021, quando comparadas aos anos 2000, mostra uma tendência inequívoca: as gigantes de tecnologia deixaram para trás velhas indústrias.

Apple, Microsoft, Google, Facebook e Amazon, conhecidas como “FAANG”, valem hoje o equivalente a $9 trilhões de dólares, cerca de ⅓ da bolsa americana.

Após quase 15 anos da massificação do uso da internet, cuja infraestrutura se tornou sinônimo destas 5 empresas, uma nova tendência promete colocar, enfim, um desafio em empresas consideradas “imparáveis”.

A “Web 3.0” cuja natureza está na descentralização, promovida por infraestruturas como a blockchain, tem ganhado adeptos, e principalmente: defensores.

A ideia é que a organização da Web como conhecemos mude radicalmente, com menos poder para organizações como as próprias corporações de tecnologia.

Do lado de lá, Facebook e Google já mostraram enorme interesse em conduzir essas mudanças, sem a parte descentralizada, é claro.

O próprio Facebook, agora adota o nome de “Meta”, buscando integrar suas redes sociais como óculos de Realidade Aumentada e Realidade Virtual, uma parte até então pequena da empresa, mas que agora é o alvo prioritário de investimentos que podem chegar a $10 bilhões.

Para Sebastian Borget, COO da The SandBox, uma plataforma digital organizar formada de um “mundo aberto”, com cerca de 30 mil usuários ativos mensais, a grande vantagem das estruturas descentralizadas é sua governança.

Ao contrário de algoritmos como os que guiam as decisões do Twitter, Facebook ou Instagram, o algoritmo de redes como Sandbox e Descentraland, são públicos e transparentes.

A descentralização e transparência dos códigos que guiam as plataformas poderia impedir, por exemplo, a existência de casos como o da Cambridge Analytica, a consultoria inglesa que teve acesso aos desafios de pelo menos 87 milhões de usuários, se utilizando disto para direcionar conteúdo político.

O caso, que levou o Facebook a pagar uma multa de $5 Bilhões, é mais um dentre inúmeros vazamentos registrados e que demonstram os problemas de redes fechadas, sujeiras a hacks sociais.

Ao contrário do Facebook, por exemplo, a lógica da The SandBox é permitir que os usuários possam migrar de plataformas levando consigo todas as skins e dados que produziram ou acumularam ao longo do jogo, sem portando deixar nas mãos de terceiros seus dados, ou sem ser boicotado caso saia da plataforma.

Para a Microsoft, a lógica vai além do ambiente de sociabilidade das redes sociais, com a gigante fundada por Bill Gates interessada em criar escritórios virtuais dentro do seu Microsoft Teams.

CEO da Tesla, Elon Musk é outro que tem se manifestado sobre a briga, mas ao contrário, acredita que a ideia de uma realidade virtual pautada por infraestrutura como os óculos que o Facebook pretende adotar, são uma ideia sem sentido.

Musk também é investidor da Neuralink, uma companhia focada em Chips que promovem a interação entre o cérebro humano e máquinas.

No que depender da sua vontade, a ideia é testar em humanos já em 2022.

Quem vencerá a disputa é ainda cedo para saber, mas no momento, a indústria de Criptos e NFTs já tem ganhado escala, ainda que baixa considerando o tamanho das Big Techs. Em 2021, NFTs, a base da utilização dos Metaversos descenttalozados, movimentaram ao menos $22 bilhões. 

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