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Economia

Argentina: títulos caem, bolsa despenca e Bitcoin atinge máxima após primeiro turno

Os títulos soberanos internacionais da Argentina caíram, e as ações do país despencam após o Ministro da Economia, Sergio Massa, emergir como uma possibilidade alta no segundo turno.

O atual ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, do partido União Pela Pátria, e Javier Milei, representante da extrema direita pelo partido A Liberdade Avança, disputarão o segundo turno das eleições presidenciais argentinas.

Massa liderou as eleições deste domingo (22) com 36,7% dos votos, enquanto Milei segue com quase 30%. Patricia Bullrich, da coalizão Juntos Pela Mudança, ficou em terceiro lugar, obtendo 23,83% dos votos.

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As regras eleitorais argentinas estabelecem que um candidato venceria no primeiro turno se obtivesse 45% dos votos válidos ou 40% com uma margem de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado. Como nenhum dos candidatos alcançou esses critérios, um segundo turno foi marcado para 19 de novembro.

A eleição atraiu uma participação de 74% dos eleitores, um número superior ao registrado nas eleições primárias de agosto, mas ainda assim representou um recorde de absenteísmo em comparação com eleições anteriores.

Reação da economia na Argentina

Os títulos soberanos internacionais da Argentina caíram, e as ações do país despencam após o Ministro da Economia, Sergio Massa, emergir como uma possibilidade alta no segundo turno. Os mercados reagiram às incertezas do futuro.

O título com vencimento de 2035 do país sofreu a maior queda, perdendo 2,3 centavos e sendo negociado a 23,7 centavos. Outros títulos caíram entre 1,65-2,16 centavos no dólar, conforme dados da MarketAxess.

As ações argentinas também afundam. Entre elas, as ações da empresa de petróleo YPF, listadas nos EUA, despencaram 9%, marcando seu pior dia em mais de um ano. Além disso, as ações da Cresud caíram 6,2%. Por fim, as ações do Banco BBVA Argentina, Grupo Financiero Galicia e Grupo Supervielle caíram entre 3,5-5,6%.

Apesar da recente queda, as ações domésticas listadas em pesos argentinos ainda acumulam alta de mais de 260% este ano. Os investidores locais também têm investido em mercados de ações como proteção contra a inflação, que atingiu três dígitos pela primeira vez desde 1991.

Contudo, o ativo que reagiu positivamente foi o Bitcoin, que surge como uma criptomoeda de proteção contra a economia argentina em cenários de incertezas. A criptomoeda atingiu sua máxima de um ano no país, segundo dados da Ripio, chegando a ser negociada a US$ 37 mil dólares no domingo (22). Nesta segunda-feira (23), a criptomoeda corrige, e recua mais de 5%, sendo negociada a US$ 32 mil.

Bitcoin Argentina
(Imagem: Ripio)

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