Economia

3 razões que explicam a queda do dólar

Com um clima otimista ante a recuperação da bolsa brasileira, a entrada de investimentos estrangeiros tem influenciado a queda do dólar.

Influenciada diretamente pela instabilidade em Brasília, no segundo semestre de 2021 o mercado viu a bolsa brasileira mergulhar de 130 mil pontos para 100 mil pontos. 

Entre manobras fiscais e debandadas no Ministério da Economia, o índice Ibovespa caiu 21% ante ao seu topo registrado em junho do ano passado.

O temor sobre o cenário político fez com que papéis de empresas nacionais fossem negociados com um claro desconto, mesmo com uma perspectiva positiva sobre o horizonte global. Empresas como Petrobras e Vale chegaram a lucrar 18% do seu valor de mercado no ano, sinalizando uma clara oportunidade de investimento.

Agora, com o mercado se desenvolvendo diante de juros cada vez maiores, o dólar, que há exatos três meses atrás estava cotado em R$5,75, mergulhou diante da barreira dos R$5.

Aqui listamos 3 das principais razões que explicam a queda do dólar: 

Ciclo de Commodities

Caracterizado pelo aumento generalizado das commodities, um Ciclo de Commodities ocorre em períodos nos quais a demanda por commodities aumenta devido a algum fator, seja ele o crescimento ascendente de um país ou a retomada econômica após uma crise. 

Esse cenário se enquadra no período pós-pandêmico no qual as economias começaram a experimentar a ausência dos efeitos da COVID-19. Logo, com a retomada econômica, a demanda que anteriormente era suprimida devido a pandemia passa a ser aliviada e grandes potências demandam cada vez mais produtos primários, aumentando o preço de mercado.

 O aumento dessas cotações beneficia diretamente o Brasil, que tem a maior parte de seu mercado voltado para a exportação de commodities, sendo grandes veículos de investimentos.

Alta de juros

Após experienciar a mínima histórica da taxa básica de juros de 2%, o Banco Central promoveu uma escalada do aperto monetário em busca de estabilizar a crescente inflação no país.

Com uma taxa selic de 11,75% ao ano, o Brasil tem a maior taxa de juros reais do mundo, favorecendo desde a entrada de capital referente a dívida interna até a queda do dólar, que registra seu patamar mínimo desde junho de 2020. 

Investimentos externos

Sendo traduzido pelas 2 razões listadas anteriormente, a entrada de volume estrageiro na Bolsa Brasileira tem atuado diretamente em favor da queda do dólar.

Descolando-se das demais bolsas, o Ibovespa registra uma alta de 13% no ano e o clima otimista dos estrangeiros têm custeado a festa por aqui. Somente neste ano, o investimento estrangeiro na bolsa passa dos $50 bilhões. Em suma, quanto mais dólares, maior a oferta da moeda, e quanto maior a oferta, menor o preço.

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