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Milhões de americanos estão abandonando seus trabalhos. A culpa? Em parte é das criptos

Segundo estudo conduzido pela agência de pesquisas CivicScience, investimentos bem sucedidos em criptomoedas podem estar motivando a fuga de trabalhadores vivenciada pelo mercado produtivo americano.

O mercado de trabalho americano está passando por um fenômeno único desde o início da pandemia, que faz frente a toda lógica econômica dos demais países do mundo. 

Se no Brasil faltam vagas e sobram trabalhadores, nos EUA é o oposto, os americanos estão deixando seus empregos em massa, enquanto as empresas têm dificuldade em continuar suas atividades sem mão de obra. 

A escassez de mão-de-obra tem se mostrado um dos maiores problemas da economia americana, motivada pelas crescentes políticas de seguridade social exercidas durante a pandemia, o fenômeno tem se mostrado resistente ao aumento sucessivo do piso salarial exercido pelas empresas privadas. Mesmo com os sucessivos aumentos nos pisos salariais fornecidos pela iniciativa privada. 

Segundo o Departamento do Trabalho americano, entre julho e agosto ocorreram cerca de 8,3 milhões de pedidos voluntários de demissão, o recorde histórico nos registros do país. 

O período, que está sendo chamado pelos economistas como “A Grande Renúncia”, pode estar sendo reforçado pela ascensão do ecossistema das criptomoedas, segundo a agência de pesquisa Civic Science. 

A Civic Science conduziu um estudo no qual foram entrevistadas milhares de pessoas que compõem o mercado de trabalho americano, e descobriu que cerca de 11% dos entrevistados disseram que eles ou alguém que eles conhecem pediram demissão de seus empregos devido à liberdade financeira proporcionada pelo comércio de ativos digitais. 

Fonte: CivicScience

A maioria dos entrevistados que relataram terem largado seus empregos devido a liberdade financeira proveniente das criptomoedas pertencem a classe baixa americana, que em termos quantitativos, recebem menos de $25 mil anualmente. 

Os dados também mostraram que dos que investiram em criptomoedas, 23% disseram que o fizeram como um investimento de curto prazo, 28% para o longo prazo, 16% o fizeram porque era simples e fácil, enquanto 12% disseram que posicionaram os ativos como uma forma de proteção a qualquer crise econômica.

A falta de oferta de trabalhadores, principalmente para ofícios primários, tem levado estabelecimentos a apelarem para a concessão de benefícios extras a candidatos. 

Recentemente a Amazon anunciou seu novo plano de cobertura de mensalidades universitárias de trabalhadores horistas, incluindo desde as mensalidades em si até taxas excedentes e livros didáticos. O piso salarial inicial oferecido pela companhia é de $18 por hora, mais do que 2 vezes o mínimo estabelecido pelo constituição americana. 


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