Economia

Inflação do produtor na Alemanha bate 30,9%, a maior desde 1949

A alta recorde nos preços ligados à energia tem reduzido expectativa de crescimento do PIB e levado a inflação ao produtor ao seu maior nível desde 1949

A média dos preços praticados junto aos produtores na Alemanha atingiu um recorde de 30,9%, pressionada pela alta de energia e commodities agrícolas, em alta desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

O maior culpado no momento é o setor de energia, cujos preços subiram 84% e constituem parte relevante da cesta de consumo de indústrias.

O gás natural, importado da Rússia, teve alta de 144,2% em março de 2022.

A inflação ao produtor pressiona a inflação do consumidor na medida em que empresas buscam repassar seus custos, ainda assim, e apesar de estar no maior nível em 41 anos, a inflação ao consumidor na Alemanha, o equivalente ao nosso IPCA, está em 7,3%.

A Rússia responde por 46% das importações de energia da Alemanha, e o impacto das sanções tem pesado também na alta de commodities como carvão, formas rápidas de suprir a lacuna da diminuição ou incerteza das importações.

País com histórico de uma hiperinflação nos anos 20 e 30 do último século, a Alemanha pode ainda enfrentar fechamentos de fábricas em função da falta de energia, ou elevados custos operacionais.

A economia alemã que tinha previsto de crescer até 4% em 2022, ainda na recuperação da pandemia, agora deve ver o PIB subir algo próximo de 2%.

Inflação anual americana chega a 8,5%, maior número em 40 anos

Divulgado na manhã do dia 12, o Consumer Price Index, principal índice da inflação americana, registrou uma alta de 1,2% em março.

O número veio de acordo com a projeção esperada, notavelmente elevada, que sinalizava uma alta de 1,2%. Em dados mensais, essa foi a maior alta desde outubro de 2005, já no acumulado anual, o valor chega a 8,5%, sendo a maior inflação de 40 anos.

Ontem (11), a Casa Branca realizou um pronunciamento relatando que espera uma inflação ‘extraordinariamente alta’ com a divulgação do resultado de março.

Sob o retrospecto do cenário inflacionário, a atual crise supera por larga vantagem a crise de 2008, quando o acumulado anual chegou a máxima de 5,6%. 

A crescente é superada apenas pela alta registrada no final dos anos 70 e início dos anos 80, quando o CPI anual atingiu uma máxima de 14,8%.

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