Economia

Governo deve assinar decreto que reduz em 10% custos de importação

Governo deve assinar decreto que retira o IPI, imposto sobre produtos industrializados, da taxa de capatazia.

Fontes ligadas ao Ministério da Economia dão conta de que o presidente estaria próximo de assinar um decreto que autoriza a retirada do Imposto de Importação sobre a chamada “taxa de capatazia” e reduz custos.

A taxa é paga hoje diretamente aos portos sobre movimentação de cargas, e sobre sua cobrança incide ainda o Imposto de Importação.

Na prática, acaba ocorrendo a cobrança de uma alíquota de imposto sobre a prestação do serviço. Segundo estimativas do Ministério da Economia, o fim do “imposto sobre imposto” (ou taxa neste caso) deve representar uma queda de 10% nos custos de importação.

Com a medida, a Confederação Nacional da Indústria espera um aumento de até R$134,5 bilhões no PIB em um prazo de 20 anos, equivalente a um crescimento de R$90 bilhões no comércio exterior e R$50 bilhões em investimento direto.

Ainda segundo o Ministério da Economia, a redução deve colaborar para reduzir os custos pagos pelo consumidor final, colaborando para reduzir a inflação no longo prazo, além de ampliar a corrente de comércio brasileira.

A medida deve colaborar para corrigir o baixo nível de comércio exterior realizado pelo Brasil, país que é considerado o mais fechado do G20, com menor relação entre a corrente de comércio (importações + exportações), e o PIB.

Brasil é o 3º país mais caro para se comprar hardware

Mesmo com uma queda média de 30% nas cotações de produtos de tecnologia no mercado global, o Brasil continua com um dos maiores custos base para se adquirir produtos tech no mundo.

De acordo com o ranking elaborado pela Grover, startup alemã da área de tecnologia, o Brasil é o terceiro país mais caro do mundo para se adquirir hardware, ficando atrás de Nigéria e Argentina, que completam o pódio.

Brasileiros que desejam comprar desde placas gráficas até processadores enfrentam em média um desvio de preço de 37,8% em relação à cotação, enquanto argentinos chegam a pagar 67,3% a mais.

A métrica foi formulada a partir da comparação de preços dos aparelhos mais populares em 50 países, tanto em lojas online quanto em lojas físicas. Entre os produtos que Grover comparou estavam iPhones, consoles PlayStation 5 e placas gráficas.

No ranking selecionado dos iPhones, o Brasil é o segundo país com o maior desvio, de 60,3%, enquanto a Argentina lidera com uma larga vantagem de 161%.

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