Investimentos

Família perde R$3 milhões após confiar em empresa que prometia retornos de 12% ao mês

Família do interior paulista investiu R$3 milhões com a promessa de ganhos mensais de até 12%

Três membros de uma mesma família do interior de São Paulo entraram com um processo na justiça para buscar reaver um “investimento” de R$3 milhões em uma empresa que prometia retornos de 12% ao mês, por meio de investimentos em criptomoedas.

O caso se refere ao Mr7 Bank e a “Open Sea securitizadora”, que segundo os investidores, realizava uma exposição dos investimentos a serem feitos, incluindo “aplicações diversas no mercado financeiro, incluindo trade de criptomoedas”.

Conforme levantou o site Livecoins, as decisões de primeira e segunda instância não foram favoráveis aos réus, cabendo a empresa justificar os motivos que travam os saques.

Com ao menos 10 milhões de investidores em cripto, segundo a consultoria Triple A, e um dos destaques em adoção de cripto no mundo, segundo pesquisa recente da Gemini, o Brasil tem se tornado destaque também em empresas que prometem retornos “pouco convencionais”.

Casos como o da GAS consultoria induziram dezenas de milhares de investidores em torno da promessa de um retorno mensal de 10%, um número bastante acima das médias obtidas em fundos de investimentos tradicionais do mercado, e similar a remuneração anual de um título atrelado à Selic, a taxa básica de juros da economia.

Apesar de populares e de serem considerados por órgãos reguladores como a CVM como “uma demanda urgente”, pirâmides financeiras não possuem tipificação específica em lei, com os responsáveis sendo usualmente acusados de “crime contra a economia popular” (Lei 1521 de 1951), o que implica em, no máximo, dois anos de cadeia.

Até o momento as denúncias contra Mr7 Bank e a Open Sea Secutizadora (nome similar ao da plataforma de NFTs OpenSea, conhecida pelos Bored Ape’s), se limitam ao Reclame Aqui, onde a empresa costuma responder aos clientes com a mesma mensagem, alegando que o caso está sob análise do jurídico da empresa.

Na última semana uma empresa em Goiás, que prometia retornos semanais de 2,5% a 15%, também enfrentou problemas. Neste caso, o rombo estimado para os investidores é da ordem de R$290 milhões, com o foco central dos investimentos sendo o mercado de apostas esportivas.

Procurados pelo Blocktrends, o Mr7 Bank ainda não respondeu

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