Economia

Faltam dólares porque o país cresce muito, diz presidente argentino

Em meio a desvalorização recorde da moeda local, o presidente argentino Alberto Fernández, diz que o motivo é o elevado crescimento do país.

Poucos dias após mencionar que o problema dos auxílios distribuídos pelo governo está no fato de que os produtos continuam a subir de preços, o presidente argentino Alberto Fernandez agora alega que a falta de dólares no país se deve ao crescimento acelerado.

O presidente argentino alega que a despeito de as exportações continuarem a crescer, faltam dólares para importar insumos e investir, e apontou uma das causas: viagens.

Segundo Fernandez, a população desperdiça em turismo recursos que poderiam ser usados para investir e gerar empregos.

As declarações ocorreram em função das novas restrições de compra de dólares por parte das empresas locais.

No dia 27 de junho, o BC argentino limitou os valores possíveis de se adquirir na moeda norte-americana. 

Agora, pelo nova norma, as pequenas e médias empresas poderão financiar no máximo 15% mais neste ano do que ano anterior.

A medida ocorreu após uma alta de 53,1% nas importações argentinas, contra uma alta de 20,7% nas exportações.

Segundo o Banco Central, o país tinha cerca de $43 bilhões em reservas internacionais em março, contra $38 bilhões atuais.

Também em março a Argentina fechou um novo ações de refinanciamento com o FMI, o Fundo Monetário Internacional, que previa dentre outras questões, o aumento em $5,1 bilhões nas reservas internacionais ao longo de 2022.

A alta das importações tem ocorrido em setores como combustíveis. O país sofre neste momento uma escassez no preço do diesel, insumo necessário para a produção agrícola.

A escassez se deve, em partes, à manutenção do preço de combustíveis abaixo dos valores internacionais. No início deste ano, brasileiros provocaram uma corrida aos postos de combustíveis no país vizinho, para aproveitar a gasolina vendida a cerca de R$3.

Para os vendedores argentinos, a medida chegou a ser positiva, tendo em vista o valor maior do Real no mercado paralelo local.

O governo, porém, vê com preocupação e limitou os volumes que cada consumidor pode comprar nos postos. 

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