Economia

Brasil é o país com o melhor ETF nacional em 2022

Único ETF nacional do mundo a apresentar ganhos significativos em 2022, o EWZ se destaca em meio a queda global registrada no ano.

Em um contexto de queda generalizada com as bolsas globais aguardando a escalada dos juros americanos, o Brasil foi o único país do mundo a apresentar uma boa performance em sua bolsa local, tendo o melhor ETF nacional no ano.

Enquanto a gigantesca maioria dos países apontam retrações significativas em seus principais índices, o EWZ, mais popular ETF da bolsa brasileira, ostenta um ganho que se aproxima de 30% YTD. 

Entre os demais ETFs providos pela coleção iShares, da BlackRock, os Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido apresentam perdas de respectivamente -15%, -19% e -1,5%. 

O crescimento explosivo se dá após uma desvalorização intensa registrada em 2021, que em meio ao crescimento do risco político do país, levaram as principais ações brasileiras a níveis extremamente baixos.

Com um cenário de subida de juros relativamente adiantado ante a média mundial, o Brasil viu o Real se valorizar frente ao dólar, que chegou a alcançar um patamar de R$4,65 no início de abril.

Ademais, a disparada das commodities em meio ao conflito russo-ucraniano auxiliaram as principais empresas exportadoras brasileiras a liderarem os ganhos em 2022, alavancando o índice Ibovespa, e consequentemente o EWZ.

O fim do Bull Market: o que explica a queda nas empresas de tecnologia

Um dos principais índices que refletem o desempenho das empresas de tecnologia americanas, o Nasdaq 100, acumulou queda de um quarto de seu valor em 2022.

Embora as empresas da chamada economia tradicional também estejam sofrendo, isso ocorreu em escala muito menor se comparado às techs. No caso do S&P 500, que reúne as quinhentas maiores empresas industriais listadas nos EUA, as quedas do ano estão por volta de 16%.

Nesse sentido, surgem os questionamentos por parte dos investidores sobre os motivos de tais quedas. Por que as ações de tecnologia estão sendo tão castigadas após um 2021 de sucessivos recordes e uma alta acumulada de cerca de 27%?

Há alguns pontos a serem analisados, mas principalmente a alta de juros nos Estados Unidos como uma reação à elevação da inflação no país. Entenda-os clicando aqui.

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