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Único projeto bem sucedido de Eike Batista deve ir a leilão

Único dos projetos de Eike Batista a se manter ativo e sob a posse do empresário, o restaurante Mr Lam deve ter seu terreno leiloado para quitar dívidas trabalhistas.

Enquanto promovia IPO’s na bolsa brasileira, Eike Batista se tornava conhecido em Nova York por outro feito, o de “cliente mais assíduo do Mr Chow”. Fã da culinária chinesa, Eike chegava a comer 36 satays, uma espécie de “espetinho”. E foi este apetite que uniu o então bilionário ao chef Sik Chung Lam.

O chef, que se tornaria amigo pessoal do bilionário, logo se tornaria sócio em uma filial no Rio de Janeiro, o Mr Lam.

Considerado o melhor restaurante chinês do Brasil, o Mr Lam foi erguido ao custo de $8 milhões de dólares às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, próximo a mansão do empresário.

A despeito dos demais projetos terem ruído, porém, o restaurante continuou, e fazendo um sucesso incomum para quem acompanha a história das empresas X.

Agora, o terreno do restaurante deve ser colocado à venda para quitar dívidas trabalhistas da MMX, a mineradora que Eike projetava ser uma “mini Vale do Rio Doce” (a gigante de mineração que já foi comandada por seu pai).

O lance inicial deve ser de R$12,6 milhões pelo terreno, cujo valor é estimado em R$30 milhões.

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O valor equivale a uma fração dos R$100 bilhões que Eike viu ruir em um espaço de 3 anos entre 2011 e 2014.

A propriedade se juntará ainda a outros bens do empresário, como uma debênture que dá direito a 2,62% da Ebitda gerada pela Anglo-American no Brasil. Neste caso, o valor da venda ficou em R$632 milhões.

Como perder R$100 bilhões. A história de Eike Batista

Foi em 19 de agosto de 2009 que um helicóptero com Eike e Eliezer Batista a bordo, pousou na Cidade de Deus, sede do Bradesco em Osasco.

O objetivo da visita poderia ser definido por diversos adjetivos, de ousado a mirabolante.

Eike, convencido por André Esteves, que na época retornava ao Brasil recomprando o mesmo Pactual que havia vendido 3 anos antes para o Crédit Suisse, acreditava que poderia assumir o controle da Vale do Rio Doce, fundindo a maior mineradora do país alçada ao posto de multinacional por seu pai, a MMX.

Como Malu Gaspar narra em sua biografia sobre o fundador do Grupo X, a lógica de ambos era de que o Bradesco, maior acionista privado da Vale, precisaria se concentrar em seu negócio principal, após o Itaú e o Unibanco se fundirem, e o Santander comprar o Real.

Leia o restante da história clicando aqui.

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