Blockchain

Último halving do Bitcoin completa 2 anos

Há 2 anos, o último halving ocorria e dava início ao ciclo de alta que elevou o preço do Bitcoin em até 580%.

Foi em 11/05/2020 que a rede bitcoin realizou o 3º Halving do criptoativo, o evento, pré-programado no protocolo, reduz a remuneração ao bloco minerado pela metade. Se inicialmente o minerador de Bitcoin ganhava 50 BTCs a cada bloco validado na rede, a partir do 1º Halving, em 2012, a remuneração passou a ser de 25 BTCs.

Já em 2016, durante o 2º Halving da rede, a remuneração foi reduzida de 25 para 12,5 BTCs e, mais recentemente em maio de 2020, o minerador passou a ganhar 6,25 BTCs a cada novo bloco validado na rede.

É através do incentivo ao minerador que a rede emite novas unidades da moeda. Logo, ao reduzir o prêmio por bloco minerado pela metade, a rede está cortando em 50% a emissão de novos criptoativos.

Por meio desse mecanismo que o Bitcoin se torna um ativo cada vez mais escasso. Muito por conta disso, os Halvings costumam ser sucedidos por fortes altas no mercado.

Entenda de uma vez por todas a mineração de criptomoedas

O termo mineração de criptomoedas é muito utilizado mundo afora para denominar uma das etapas essenciais para a validação de transações da rede, mas a noção do termo comum acaba deixando a compreensão da etapa um pouco mais complicada.

Para entender a mineração em si, precisamos entender brevemente como o Bitcoin funciona, ou melhor, como ele se diferencia dos sistemas tradicionais de pagamentos.

O ponto central de uma transação do Bitcoin é a exclusão da participação de um terceiro, ao contrário do sistema financeiro tradicional, onde instituições e sistemas como PayPal e PIX centralizam a execução de toda a transação.

Para que não haja a participação de uma instituição centralizadora e a transação ocorra de um ponto ao outro (P2P), a rede do Bitcoin utiliza um mecanismo de validação de transações. Em troca da confiança de terceiros, a rede de bitcoin utiliza um complexo sistema chamado PoW.

De forma simples, são impostos diversos problemas matemáticos de complexa resolução para serem resolvidos por uma rede de computadores destinados.

Com o protocolo de Proof of Work, esses problemas são resolvidos e verificados por GPUS especializadas, e apenas quando as respostas corretas forem identificadas a transação é verificada e registrada na blockchain do Bitcoin.

O protocolo compõe uma barreira cibernética contra possíveis fraudes e ataques à rede, compondo uma parte vital para o funcionamento da moeda.

Como recompensa ao poder computacional despendido, os endereços participantes do processo de validação (popularmente chamados de mineradores) recebem novas moedas pré-emitidas.

A recompensa é fixa e faz parte de uma Progressão Geométrica de razão 0.5, ou seja, a cada 210 mil blocos verificados a recompensa em bitcoins cai pela metade, caracterizando o evento que é chamado de halving. 

Dessa forma, a mineração de criptomoedas, especialmente bitcoins, basicamente converte energia em novas moedas pré-emitidas.

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