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“Reporte para as autoridades”, diz empresário apontado pela Winfund como fundador

Jan respondeu ao BlockTrends com a mensagem: "Lamento toda a confusão e o uso indevido de nossos nomes. Não temos nada a ver com Beefund ou agora Winfund."

“Reporte para as autoridades”, diz empresário apontado pela Winfund como fundador

A Winfund começou a enfrentar problemas de pagamento há alguns dias, e o BlockTrends já noticiou sobre os diversos indícios da empresa atuar como uma pirâmide financeira. Além disso, nesta sexta-feira (22), o empresário que a Winfund apontou como seu fundador retornou às mensagens do BlockTrends no Linkedin e esclareceu que não tem envolvimento algum com a empresa.

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A plataforma supostamente tem como liderança, e CEO, Jan Brzezek. Contudo, no Linkedin do empresário fundador da Crypto Finance Group nenhuma menção sobre a Winfund. Brzezek é de origem suíça, e realmente existe. É natural que uma pirâmide coloque nomes de empresários conhecidos, ou ao menos bem sucedidos, de forma enganosa para atrair a confiança das vítimas.

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Site da Winfund, que aponta Jan como fundador, bem como sua equipe. (Imagem: Winfund/Site)

Empresário nega envolvimento

Jan respondeu ao BlockTrends com a mensagem: “Lamento toda a confusão e o uso indevido de nossos nomes. Não temos nada a ver com Beefund ou agora Winfund. Estou em um período sabático e não investi fora da Suíça. Por favor, reporte isso também ao regulador financeiro nacional do seu país. Fico feliz em ajudar no que puder. Obrigado e tudo de bom. Melhores cumprimentos, Jan.”

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Resposta de Jan através do Linkedin (Imagem: Leonardo Cavalcanti/BlockTrends)

Além disso, ele comenta que tampouco os outros dois co-fundadores que o site da Winfund aponta, Tobias Reichmuth e Marc Bernegger, possuem qualquer envolvimento. “Estão comigo na Crypto Finance [empresa real da qual Jan é fundador] e não têm qualquer atividade no Brasil. Os nomes deles já foram usados outras vezes”, apontou.

Diversos relatos de saques incompletos ainda circundam o grupo do Telegram da Winfund, e a empresa constantemente bloqueia o envio de mensagens que não venham por meio do controlador do grupo. Anteriormente, o período do bloqueio era noturno, sob alegação de evitar perturbar os demais participantes. Contudo, os bloqueios de mensagens agora acontecem espontaneamente ao decorrer do dia.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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