Paládio testa mínimas de oito meses entre carros elétricos e risco de oferta russa
Metal negocia perto de US$ 1.300 com demanda pressionada pela eletrificação e oferta concentrada em Rússia e África do Sul.
O paládio negocia perto de US$ 1.300 por onça e testou nesta semana mínimas de oito meses, na casa dos US$ 1.260. O metal, usado sobretudo em catalisadores de veículos a combustão, vive um cabo de guerra entre a transição elétrica, que corrói sua principal fonte de demanda, e uma oferta global extremamente concentrada e cheia de riscos.
O lado da demanda
A eletrificação da frota é o vento contrário estrutural: carros 100% elétricos não usam catalisador. O alívio recente veio justamente da desaceleração dos elétricos, com vendas globais crescendo apenas 6% em novembro e queda de 42% na América do Norte depois do fim do crédito fiscal americano. Híbridos, que seguem usando paládio, ganham espaço nesse vácuo.
O lado da oferta
Mais de 80% da oferta global sai de apenas dois países, Rússia e África do Sul. As exportações russas seguem sob sanções e fluem por canais alternativos, e qualquer aperto adicional pode tirar volume relevante do mercado de uma vez. É o tipo de risco que explica por que as projeções para 2026 variam tanto: cenários entre US$ 1.100 e acima de US$ 1.800 por onça convivem nas mesas de análise.
O que monitorar
A razão platina/paládio ao redor de 1,43 ajuda a acompanhar o preço relativo dentro do grupo dos metais do grupo da platina. Valem atenção também os dados mensais de vendas de veículos elétricos e híbridos, novas rodadas de sanções sobre a Rússia e os relatórios de produção da África do Sul.
O raio-x completo do paládio, com posicionamento dos futuros e razões entre metais, está na página do ativo em Mercados do BlockTrends.
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