Finanças

Ouro se firma acima de US$ 4.300 com bancos centrais ainda compradores

Compras oficiais de 863 toneladas em 2025, posicionamento comprado nos futuros e diversificação fora do dólar sustentam o metal perto das máximas.

Ouro se firma acima de US$ 4.300 com bancos centrais ainda compradores

O ouro se firmou acima dos US$ 4.300 por onça e negocia na faixa de US$ 4.300 a US$ 4.500, perto das máximas históricas alcançadas neste ano. Por trás da sustentação do preço está uma combinação que virou rotina desde 2022: bancos centrais comprando em volume, posicionamento comprado robusto nos futuros e o papel de reserva de valor num mundo de incerteza fiscal e geopolítica.

Bancos centrais ainda no jogo

Segundo o World Gold Council, os bancos centrais compraram 863 toneladas de ouro em 2025. Para 2026 a expectativa é de algo perto de 755 toneladas, um degrau abaixo do pico dos últimos três anos, mas ainda muito acima da média anterior a 2022, que ficava entre 400 e 500 toneladas. A diversificação de reservas fora do dólar segue sendo o motor estrutural.

Especuladores comprados

Nos futuros da COMEX, os especuladores carregam posição líquida comprada na casa de 176 mil contratos, com os longs em mais de 63% do open interest, segundo a CFTC. É uma assimetria que sustenta a tendência, mas também eleva a sensibilidade do preço a qualquer gatilho de realização.

O que monitorar

A razão ouro/prata ao redor de 64 segue acima da média histórica de longo prazo. Valem atenção os relatórios trimestrais do World Gold Council, o relatório semanal de posicionamento da CFTC, a trajetória dos juros americanos e o fluxo dos ETFs de ouro, que funcionam como termômetro diário da demanda de investimento.

O raio-x completo do ouro, com posicionamento dos futuros, demanda institucional e razões entre metais, está na página do ativo em Mercados do BlockTrends.

Compartilhar
Continue scrollando para a próxima matéria…