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O Ethereum subiu 595% desde o último natal. Estes são os motivos

Uma nova política monetária implementada em agosto, além da febre dos dApps, aplicações descentralizadas, como NFTs e DeFi, catapultaram o preço do Ethereum em 2021.

Foi em 24 de Agosto de 1994 que Bill Drummond e Jimmy Cauty, da banda pop britânica KLF, se dirigiram a um banco para sacar £1 milhão em notas de £50. O motivo? Atear fogo ao dinheiro.

Uma das bandas mais famosas do início do dos anos 90, a KLF acabaria marcada pelo evento, duramente criticado na mídia.

As críticas, claro, poderiam ser resumidas em “egoísmo” e “deveriam ter doado o dinheiro”.

O exibicionismo dos artistas, porém, esconde uma verdade no mínimo curiosa da economia: Bill e Jimmy de fato doaram o dinheiro, não diretamente, mas sim reduzindo a quantidade de libras em circulação.

Na prática, a quantidade de riqueza produzida no Reino Unido não variou 1 milésimo, mas a quantidade de moeda caiu, tornando cada linda remanescente mais valiosa, ainda que numa escala micro.

Obviamente você pode estar se questionando sobre o quão idiota é essa ideia, e terá suas razões, claro, mas em um mundo onde nada menos do que $1 em cada $3 dólares existentes no mundo foram impressos em 2020, há uma boa lição na história.

Cerca de 27 anos após o evento realizado pelos dois, em 4 de agosto de 2021, a rede Ethereum, segunda maior blockchain, introduziu uma atualização: a London.

A função da fase D de atualizações do Ethereum, a London, se resume em: queimar dinheiro.

Desde então, a cada minuto, cerca de R$147 mil em Ether são queimados.

São ao menos 6,16 Ethers por minuto, ou 3,2 milhões Ethers por ano. O volume representa por volta de 60% dos 5,2 milhões de Ethers emitidos anualmente, e tende a crescer, na medida em que a dificuldade de emitir novos Ethers aumenta. No futuro, a ideia é que a rede seja “deflacionária”.

Este tem sido um dos motivos centrais para a alta de 595% do Ethereum desde o último natal. Você pode ganhar exposição ao ativo no Brasil com o QETH11 na bolsa.

A atualização London, entretanto, não é a única razão pela qual o ETH tem subido.

Se você abrir o site ultrasound.money, que acompanha ao vivo a oferta/queima de ETH, verá a lista dos principais responsáveis pela queima.

Em primeiro lugar, a OpenSea, a plataforma de NFTs, que em novembro atingiu a marca de $10 bilhões transacionados.

A queima, que ocorre quando parte das taxas de uso da rede são tornadas inutilizáveis, consumiu 132 mil ETHs das transações na plataforma, pouco acima de 124 mil ETHs queimados em função de transações na própria rede Ethereum.

Em dólares, significa dizer que os usuários da OpenSea pagaram $530 milhões em taxas que foram diretamente queimadas.

As NFTs, assim como a Cripto DeFi, tem sido boa parte da explicação de alta na no ETH.

Se em 2020 os “Tokens não fungíveis” (NFTs), movimentaram $100 milhões, em 2021 espera-se que o número feche em cerca de $21 bilhões.

São dezenas de bilionários em “arte”, transacionados por meio da Blockchain do Ethereum.

Ambos fazem parte dos chamados dApps, ou “Aplicações Descentralizadas”.

Pode ser uma plataforma de arte digital, certificação de propriedade, um contrato de seguro, empréstimo ou outras inúmeras possibilidades.

Como boa parte das NFTs, e das DeFi (Finanças Descentralizadas), utilizam a rede Ethereum, acabam pagando pelo uso da infraestrutura da rede.

Ambos também contribuíram para aumentar o total de usuários da rede, que saltou de 130 milhões em janeiro de 2021 para 182 milhões no final do ano.

Com cada vez mais “use cases”, o ETH tem se tornado popular para o desenvolvimento de novas aplicações, além do investimento em si.

Comprar ETH hoje significa se tornar “sócio” da rede que fornece a infraestrutura para o funcionamento de “Metaversos” ou aplicações de Blockchain em finanças.

A expectativa para 2022 é que a rede possa avançar na implementação do ETH 2.0, tornando as transações mais ágeis, uma demanda da comunidade, uma vez que o Ethereum processa hoje entre 15 e 45 transações por segundo.

Quando implementado, o ETH 2.0 deve ser capaz de processar ao menos 100 mil transações por segundo.

A transição para a “proof-of-stake”, prova de participação, contrária a “proff-of-work”, também agrega ao Ethereum uma visão mais positiva, uma vez que reduz a quantidade de energia demandada pela rede. Lançado em Agosto deste ano, o QETH11 é o

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