Economia

Níquel dispara 70% e é mais uma commodity fora de controle

Além do trigo, café e petróleo, o níquel também sofreu com um “short squeeze” em meio a um descontrole sobre o preço de commodities.

Travada entre dois dos maiores produtores de commodities do mundo, Rússia e Ucrânia, o maior conflito armado na Europa desde a segunda guerra mundial, tem custado caro ao redor do mundo.

Desta vez, o níquel, produto essencial na produção de baterias que tornem viáveis os veículos elétricos e um mundo menos dependente do petróleo, teve uma alta de 63% e foi um commodity que disparou.

O fato ocorreu em meio a um “short squeeze”, ou uma pressão em torno da restrição de oferta por parte da Rússia.

Desde o início do conflito, a commodity do níquel disparou, saiu de $17 mil para $46,5 mil por tonelada.

Apenas no dia de hoje, a alta de 63% foi a maior em ao menos 35 anos de história das negociações com contratos de níquel na bolsa de mercadorias de Londres.

A Rússia é o maior produtor do metal, com apenas uma empresa, a Nornickel, sendo responsável por 40% da produção global.

O Níquel é amplamente utilizado em baterias de íon-lítio, aquelas empregadas em veículos elétricos.

A alta de preços tem sido puxada por investidores chineses, que também miram o Cobre, outro mineral relevante no processo global de eletrificação. 

Na noite de ontem, o CEO da Tesla Elon Musk foi ao Twitter clamar para que governos ao redor do mundo dessem mais atenção a energia nuclear, na busca por reduzir a dependência de hidrocarbonetos russos. Um problema que como se viu, não se limita a energia.

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