Criptomoedas

Na contramão dos EUA, Rússia descarta incluir Bitcoin em seu Fundo de Riqueza Nacional

O vice-ministro das Finanças, Vladimir Kolychev, afirmou que as criptomoedas são consideradas voláteis demais para compor a reserva do país.

Na contramão dos EUA, Rússia descarta incluir Bitcoin em seu Fundo de Riqueza Nacional

Na extrema contramão dos EUA, o Ministério das Finanças da Rússia anunciou que não pretende alterar a estrutura regulatória do Fundo de Riqueza Nacional (NWF) para incluir ativos digitais como o Bitcoin.

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O vice-ministro das Finanças, Vladimir Kolychev, afirmou que as criptomoedas são consideradas voláteis demais para compor a reserva do país. Além disso, que no momento, o nível de poupança do fundo não permite investimentos considerados arriscados.

]A decisão coloca a Rússia em uma posição conservadora em relação às criptomoedas. Em contraste com países como os Estados Unidos, que recentemente oficializaram uma Reserva Estratégica de Bitcoin.

A administração de Donald Trump assinou uma ordem executiva criando um fundo para manter Bitcoin como um ativo estratégico nacional. Desse modo, reconhecendo sua escassez e segurança como diferenciais para reservas soberanas.

Ouro e Yuan seguem como prioridades

Em resposta a jornalistas, Kolychev foi enfático ao rejeitar a ideia de diversificação da reserva russa para incluir criptoativos. Segundo ele, as únicas mudanças aceitáveis na estrutura do NWF envolvem ouro e yuan chinês. Atualmente, o yuan compõe até 60% do fundo, enquanto o ouro pode representar até 40%.

A escolha pela moeda chinesa e pelo metal precioso demonstra a estratégia da Rússia de reduzir sua dependência do dólar e fortalecer laços comerciais com a China, seu principal parceiro econômico.

A decisão também se alinha com as sanções internacionais que dificultam o acesso da Rússia ao sistema financeiro ocidental, impulsionando a busca por alternativas viáveis.

Rússia não seguirá os passos dos EUA na criação de reservas estratégicas em Bitcoin

O vice-ministro das Finanças também afirmou que não há discussões no governo russo sobre a criação de uma reserva estratégica de criptomoedas, como os Estados Unidos fizeram recentemente.

A ordem executiva de Trump estabeleceu um fundo que armazena Bitcoin e proíbe sua venda. Assim, consolidando a criptomoeda como um ativo de reserva de valor de longo prazo.

Kolychev mencionou que o tema é mais uma questão para o Banco Central da Rússia e que, até o momento, não há discussões concretas sobre o assunto. Segundo ele, ainda é cedo para falar sobre a possibilidade de incorporar criptoativos na estrutura do NWF.

Uso de Bitcoin será restrito ao comércio internacional

Apesar de descartar a inclusão do Bitcoin no Fundo de Riqueza Nacional, o governo russo continua explorando o uso de criptomoedas para transações internacionais. Devido às sanções impostas pelo Ocidente, o país tem buscado alternativas para contornar restrições financeiras e ampliar o acesso a mercados estrangeiros.

A Rússia já tem utilizado ativos digitais para facilitar pagamentos internacionais e reduzir sua dependência do sistema bancário global. No entanto, a decisão de manter o Bitcoin fora do NWF indica que o país enxerga a criptomoeda mais como uma ferramenta de negociação do que como um ativo estratégico para reservas soberanas.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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