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IA pode ser usada para descobrir câncer de mama, aponta estudo

O estudo constatou a eficácia da IA na detecção de câncer, alcançando uma taxa de detecção de 6,1 por 1.000 participantes rastreados.

IA pode ser usada para descobrir câncer de mama, aponta estudo
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Um estudo realizado na Suécia comprovou a eficácia de uma Inteligência Artificial (IA) no rastreamento de câncer de mama. Nesse sentido, publicada em agosto de 2023, a pesquisa realizada com mulheres entre 40 e 80 anos comparou a eficácia da triagem de mamografia apoiada por Inteligência Artificial (IA) com a eficácia da leitura padrão de imagens de mamografia feita por radiologistas.

A Sociedade Sueca de Câncer, a Confederação de Centros Regionais de Câncer e o financiamento governamental sueco para pesquisa clínica (ALF) financiaram a pesquisa. O estudo, registrado no ClinicalTrials.gov, foi um ensaio clínico randomizado e controlado que ocorreu em quatro locais de triagem no país.

Resultados

O estudo constatou a eficácia da IA na detecção de câncer, alcançando uma taxa de detecção de 6,1 por 1.000 participantes rastreados. Desse modo, o valor acima do limite mínimo aceitável para segurança estabelecido na pesquisa.

Esse resultado foi consideravelmente melhor que o grupo controle, que usou o método de leitura padrão e apresentou uma taxa de detecção de 5,1 por 1.000. No grupo de intervenção, 75% dos cânceres detectados eram invasivos e 25% eram in situ, enquanto no grupo controle, 81% eram invasivos e 19% eram in situ.

Além disso, a IA mostrou um impacto significativo na redução da carga de trabalho dos radiologistas. Ao utilizar a Inteligência Artificial, a pesquisa reduziu a quantidade de leituras de tela em 44,3%. Desse modo, aumentando a eficiência do processo de rastreamento.

Apesar dos resultados iniciais promissores, os pesquisadores reforçam que o estudo continua em andamento. A avaliação da taxa de câncer de intervalo – câncer que surge entre as mamografias de rastreamento regulares – será realizada após o recrutamento de 100.000 participantes e 2 anos de acompanhamento.

Esse estudo representa um passo importante na integração da IA na medicina. A tecnologia tem o potencial de aumentar a eficiência e a precisão dos exames de rastreamento, levando a melhores resultados para os pacientes.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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