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IA criada por empresária simula namorada agressiva para treinar homens

O aplicativo cria cenários em que a parceira está irritada por razões como perda significativa de dinheiro em investimentos ou elogios inconscientes a uma amiga.

IA criada por empresária simula namorada agressiva para treinar homens
(Imagem: site da AngryGF/Reprodução)

Um novo chatbot de inteligência artificial (IA) chamou a atenção e curiosidade da internet nos últimos dias por simular uma namorada, mas de um jeito diferente. O objetivo do “AngryGF” é simular uma namorada agressiva, e sempre irritada, com objetivo de treinar os homens para situações de estresse.

Portanto, a IA simula conversas com uma mulher extremamente irritada, e contabiliza seus pontos como resposta. A co-fundadora Emilia Aviles explica que o aplicativo é projetado para ajudar os usuários a gerenciar conflitos em relacionamentos, especialmente com namoradas ou esposas.

O aplicativo cria cenários em que a parceira está irritada por razões como perda significativa de dinheiro em investimentos ou elogios inconscientes a uma amiga. Uma versão alternativa já existe aos assinantes do ChatGPT, na “loja” de GPTs. O aplicativo chama-se “Angry Girlfriend Simulator”.

Portanto, no AngryGF original, cada cenário começa com um ‘nível de perdão’ inicial. O objetivo é aumentar esse nível para 100 por meio de mensagens de texto que confortem a ‘namorada’. Se o nível de perdão cair para zero, o jogo termina.

Cuidado com o que vai dizer

Aviles destaca que diferentes tentativas e palavras influenciam o humor do parceiro virtual, onde palavras apropriadas podem melhorar seu humor e aumentar o nível de perdão, enquanto palavras inadequadas têm o efeito oposto.

A inspiração para criar a IA de namorada nervosa, AngryGF, veio de experiências pessoais de Aviles com relacionamentos insatisfatórios, onde percebeu um padrão de falta de suporte emocional. A ideia era oferecer uma ferramenta que permitisse aos indivíduos navegar as complexidades do amor e do entendimento de forma mais eficaz.

O aplicativo é apresentado como uma plataforma segura para refinar habilidades de comunicação e inteligência emocional, simulando cenários da vida real.

Desse modo, Aviles relata que os membros masculinos da equipe desenvolveram significativamente sua empatia ao testar o aplicativo. Ademais, ela argumenta que a falta de métodos diretos e envolventes disponíveis pode ser uma razão pela qual os homens podem não buscar ativamente melhorar sua inteligência emocional. Portanto, vê o AngryGF como uma forma lúdica e atraente de atrair esse público.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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