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Joe Biden

FED deve injetar R$38 trilhões na economia, mas Joe Biden quer mais


Por Marcelo Campos
Janeiro 13, 2021

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Após provisionar R$63.7 trilhões para debelar a crise causada pela pandemia do Coronavírus, os Estados Unidos querem gastar mais. O presidente-eleito Joe Biden planeja um gasto adicional de quase R$16 trilhões a partir do próximo dia 20.

O governo americano aprovou, ao longo do conturbado ano de 2020, o equivalente a R$63.7 trilhões em pacotes para debelar os impactos da pandemia na economia do país. Do total aprovado, R$39.7 trilhões já foram gastos em injeções de liquidez, compras de ativos, programas de empréstimos, alívios fiscais e gastos sociais.

Os gastos, levantados pelo portal Covid Money Tracker, foram atualizados na semana passada e não incluem o novo pacote de gastos que Joe Biden pretende aprovar após sua posse no próximo dia 20.

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O levantamento aponta que o Federal Reserve (FED), o Banco Central dos EUA, já gastou R$13.2 trilhões em múltiplas medidas financeiras durante o ano passado. A cifra assustadora, no entanto, não demonstra o verdadeiro potencial de liquidez do FED. De acordo com legislações já aprovadas, o FED pode gastar R$24.8 trilhões adicionais para manter os aparelhos, da cambaleante economia global, ligados.

O somatório dos gastos realizados e não realizados, indica uma arma monetária de R$38 trilhões na mão do Federal Reserve. Apenas para compreender a dimensão do valor, o contingente do FED é 5 vezes superior ao PIB brasileiro de 2019.

O pacote de Joe Biden

Apesar das cifras gigantescas, as medidas econômicas “tempestivas” para reduzir o impacto da pandemia do Coronavírus parecem não ter acabado. O presidente-eleito, Joe Biden, considera pedir ao Congresso novos cheques no valor de $2000 para famílias socialmente vulneráveis e um pacote de alívios fiscais e obras infraestruturais de US$3 trilhões (R$15.9 trilhões).

Com a potencial aprovação do novo pacote, os Estados Unidos poderão gastar até R$79.6 trilhões para reduzir os impactos da crise do Coronavírus. A cifra é um pouco mais de 10 vezes superior ao PIB brasileiro de 2019.

O pacote é dado como certo pois, após os resultados das conturbadas eleições norte-americanas terem saído na Geórgia, os Democratas ficaram com maioria nas duas casas legislativas do país. Com a facilidade de aprovação de novos projetos, Biden deve enfrentar poucas barreiras para executar seus planos sociais e econômicos.

Em julho de 2020, Biden lançou em campanha o seu plano Build Back Better, que incluía R$10.6 trilhões para empregos verdes e gastos infraestruturais. O plano, segundo Biden, seria pago com uma tributação progressiva sobre os mais ricos, incluindo tributos sobre ganhos de capital. De acordo com interlocutores democratas, o plano de Biden seria iniciado já ao final da primavera no hemisfério norte, no começo de março.

Impacto no longo prazo

Apesar das medidas antecipadas por Joe Biden terem um bom resultado no curto prazo, reduzindo a pobreza e impulsionando a economia, no longo prazo os efeitos são nefastos. Considerando a moderna teoria econômica, a moeda é vista como uma variável neutra. Isso quer dizer que expansões monetárias não geram crescimento econômico real, apenas criam ciclos de curto prazo.

O efeito das injeções de liquidez do Federal Reserve já podem ser sentidas no mundo inteiro. Levando em conta que tais medidas se iniciam por grandes bancos de investimentos, os primeiros beneficiados com tais medidas são os investidores alocados em múltiplos mercados financeiros.

Não à toa, durante o ano de 2020, os mercados acionários globais não demoraram muitos meses para se recuperar ao nível pré-pandemia, mesmo considerando a forte recessão que passa a economia global. Apesar do mercado de ações não ser propriamente um indicador econômico, o resultado financeiro das empresas listadas em bolsas deveria traduzir a situação fiscal que cada setor vem passando durante a pandemia.

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Este descolamento entre o mundo real e o mundo monetário é causado pelas diversas injeções  de liquidez realizadas, não apenas pelo Federal Reserve, mas também pelo ECB, BoJ, BCB e praticamente qualquer Banco Central existente no mundo.

Enquanto macroeconometristas discutem educadamente sobre como realizar um lift-off e um posterior tapering monetário na economia mundial, a solução prática continua sua longa e lenta jornada para a total escassez. Desde sua última redução pré-programada na emissão de novos criptoativos, o Bitcoin já se valorizou em 278.5%.


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