Artigo

Empresa compra Bitcoin e cresce mais de 600% em menos de um ano


Por Marcelo Campos
Janeiro 19, 2021

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A MicroStrategy, do CEO Michael Saylor, já comprou mais de R$13 bilhões em Bitcoins desde o ano passado. Graças a alocação, a empresa viu suas ações subirem 300% e seu valor de mercado disparar em mais de 600%

A MicroStrategy, empresa de inteligência de negócios voltada para o varejo, viu seu valor de mercado crescer em 644% desde o auge da incerteza com a pandemia do Coronavírus, em março do ano passado. O motivo por trás da alta? A utilização de parte do caixa da empresa para comprar 70.470 Bitcoins.

A empresa comandada por Michael Saylor não apenas comprou o criptoativo, mas também produziu diversos conteúdos demonstrando e encorajando demais investidores institucionais a comprar Bitcoin.

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A primeira grande alocação no ativo foi realizada logo após a intensificação do pânico nos mercados financeiros em março. Segundo Michael Saylor, o objetivo da compra foi se proteger do risco inflacionário inerente ao dólar.

Como a maioria dos Bancos Centrais do mundo, o FED realizou diversas expansões monetárias no intuito de reduzir os efeitos de curto prazo da pandemia na economia. No entanto, como a moeda é neutra, isto é, não provoca crescimento no longo prazo, essas expansões de agregados monetários serão responsáveis por gerar forte inflação com o passar do tempo.

O intuito de Saylor era defender o caixa de sua empresa da consequente deterioração de valor que a economia mundial deve passar já a partir deste ano.

Por ter sido o primeiro a realizar o movimento, Saylor impulsionou o preço do Bitcoin e das ações de sua empresa listada na NASDAQ. Após o aporte, o Bitcoin passou por uma sólida rodada de investimentos institucionais. Puxado também pela Grayscale com o seu GBTC, o maior fundo de Bitcoin do mundo, demais hedge funds e fundos de pensão ganharam exposição ao ativo digital.

Este impulsionamento levou a MicroStrategy a obter 20 anos de lucros fiscais em poucos meses. Apesar disso, a exposição em um ativo com pouca regulação levou a represálias do mercado tradicional. O Citigroup, por exemplo, reavaliou as ações da MicroStrategy para “venda” após Michael Saylor dobrar a aposta no Bitcoin.

Em meados de novembro, Saylor decidiu emitir dívidas da própria empresa para comprar ainda mais Bitcoins, o movimento gerou incerteza sobre a sobriedade das escolhas do CEO. Com o rebaixamento do Citigroup, as ações da MicroStrategy sofreram forte queda em poucos dias.

Com a escalada de preços do Bitcoin, no entanto, as ações da empresa voltaram a apresentar performance interessante e, no fechamento desta matéria, eram cotadas a US$530. A forte correlação que o papel da MSTR tem com o Bitcoin levou a mídia especializada a incluir a empresa nas chamadas crypto-stocks, companhias de capital aberto que constroem e financiam o criptomercado.

O fato é que Saylor tem sido um dos maiores pivôs da atual alta do Bitcoin. A Stone-Ridge Capital, gestora de ativos norte-americana, aportou R$600 milhões em BTC’s no ano passado após a sinalização de compra da MicroStrategy. Em seu relatório de final de ano para seus cotistas, a gestora explica em detalhes porque decidiu comprar Bitcoin como um “tail-risk asset”. O PDF, hospedado no site da MSTR, termina sua justificativa de 15 páginas com um provérbio chinês:

“Se meu oponente não se move, eu não me movo. Mas ao sinal de menor movimento de meu adversário, eu me movo antes.”

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