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“Em caso de falência, seus Bitcoin estarão conosco”, resume documento da Coinbase na SEC

Cumprindo uma formalidade da SEC, a Coinbase gerou estranheza em investidores ao alegar que, em caso de falência, os Bitcoins em custódia na exchange, seriam parte da massa falida da empresa.

Em meio a uma queda de 80% em relação ao IPO, a maior exchange americana Coinbase causou alvoroço ao registrar um novo documento na SEC, a comissão de valor Mobiliários dos EUA, com informações sobre sua política com Bitcoin.

Segundo o arquivo 10Q, um documento padrão e obrigatório, a Coinbase esclarece que os Bitcoin em custódia poderão ser inclusos na massa falida da empresa.

Com 98 milhões de usuários verificados, a Coinbase registrou $253 bilhões em ativos sob custódia no último trimestre de 2021

A empresa, que acumula queda de $48 bilhões no seu valor de mercado, vê a dificuldade em entregar o crescimento prometido aos investidores no IPO.

No primeiro trimestre, a empresa registrou uma queda de 40% nas negociações,  além de prejuízos de $430 milhões, bastante acima dos $47 milhões esperados pelos analistas.

Ainda assim, segundo o CEO da empresa, os fundos dos clientes estão garantidos “como sempre estiveram”. 

Os registros na SEC seria parte de uma formalidade apenas. 

Segue a nota do CEO, publicada em sua conta no Twitter:

Convém lembrar que, ao contrário de mecanismos do mercado tradicional,  comp ETFs, os ativos custodiados em exchanges não possuem apólices de seguro, elevando o risco para o investidor.

O que é o Bitcoin?

O Bitcoin é a primeira e maior criptomoeda do sistema financeiro global e traz consigo uma estrutura caracterizada principalmente pela sua altíssima complexidade. Mesmo assim, entender o Bitcoin e seus propósitos não é uma tarefa difícil.

De forma simples, o Bitcoin nada mais é do que um protocolo que fornece a possibilidade de criação de uma carteira digital que move dinheiro de forma totalmente virtual. 

A partir dele, você pode armazenar e transacionar valor de forma ponto a ponto (P2P), sem a necessidade de terceiros para auxiliar na realização da transação, como ocorre no mundo financeiro tradicional. 

A essência da rede se dá pela sua descentralização e por ser um código aberto, qualquer pessoa pode ter acesso ao livro razão do Bitcoin, onde todos os saldos de todos os endereços da rede constam (de forma totalmente criptografada). 

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