Dez bancos globais formam consórcio para stablecoins lastreadas em moedas do G7
Consórcio com dez bancos globais estuda stablecoins 1:1 para moedas do G7 em blockchains públicas, avaliando modelos por moeda ou por cesta e enfrentando etapas regulatórias antes de um eventual lançamento.
Iniciativa avalia emitir dinheiro digital 1:1 em blockchains públicas, com foco em USD, EUR, JPY, GBP e CAD
Dez dos maiores bancos internacionais anunciaram um consórcio para explorar a emissão de stablecoins lastreadas em reservas na proporção 1:1 e operando em blockchains públicas, com foco nas moedas do G7. A proposta mira versões digitais do dólar americano, euro, iene, libra esterlina e dólar canadense.
O desenho ainda está em estudo: os participantes avaliam tanto a criação de uma stablecoin para cada moeda quanto a emissão de um único ativo vinculado a uma cesta cambial. A segunda alternativa remete ao conceito da antiga Libra (depois rebatizada como Diem), projeto que não avançou por resistência regulatória.
Integram o grupo:
- Banco Santander
- Bank of America
- Barclays
- BNP Paribas
- Citi
- Deutsche Bank
- Goldman Sachs
- MUFG Bank
- TD Bank Group
- UBS
A iniciativa busca capturar benefícios de ativos digitais — liquidação mais rápida, interoperabilidade e programabilidade — sem abrir mão de conformidade regulatória, governança e práticas robustas de gestão de risco. A adoção de reservas 1:1 pretende reduzir risco de crédito do emissor e aproximar o instrumento de um “dinheiro digital” estável para pagamentos on-chain.
O movimento acontece em meio a outras frentes do setor. Nos EUA, grandes bancos já estudaram stablecoins atreladas ao dólar, enquanto na Europa um grupo de instituições anunciou planos para uma stablecoin de euro com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026. O interesse econômico é claro: emissões lastreadas em títulos de alta qualidade geram receitas relevantes, como mostram os lucros recentes de emissores líderes no mercado.
Os próximos passos exigem definição do modelo operacional (por moeda ou por cesta), regras de governança, auditorias independentes das reservas e integrações com infraestruturas existentes. Avanço dependerá de aprovações em diferentes jurisdições, incluindo marcos como o MiCA na União Europeia e regras específicas para stablecoins em países do G7. Prazos de testes e lançamento não foram divulgados.
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