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De drones agrícolas ao “Jovem Nerd”, Magalu reforça atuação com aquisições


Por Felippe Hermes
Abril 14, 2021

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Rede varejista que se tornou case de sucesso com transformação digital amplia a oferta de produtos em busca de se tornar o “WeChat” brasileiro

Financiar a compra de drones agrícolas, vender publicidade, concorrer em delivery de comida, produzir reviews e conteúdo sobre tecnologia, entretenimento, moda e saúde, oferecer contas bancárias sem tarifa e, claro, melhorar a logística, estes foram alguns dos alvos do Magazine Luiza, rede que faturou R$43,5 bilhões em 2020, contra um lucro de R$954 milhões.

No mesmo ano em que milhões de brasileiros ficaram com sua mobilidade reduzida devido a pandemia e as restrições de horários para o comércio, a varejista fundada em Franca, interior de São Paulo, viu suas vendas crescerem 60%.

A diversificação por meio de aquisições que complementam sua estratégia de “Super App”, tem sido a aposta da varejista desde novembro de 2019 quando a rede captou R$4,73 bilhões em venda de ações.

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A estratégia, que segue um modelo híbrido entre a Amazon e o chinês WeChat, da Tencent, o maior SuperApp do mundo, é um avanço em relação a uma reestruturação com foco no digital que vem ocorrendo na empresa desde sua abertura de capital, em 2012.

No meio do caminho, logo no início de 2016, a estratégia ganhou força com Frederico Trajano assumindo o comando da empresa no lugar de sua mãe, Luiza.

Desde então a rede viu seu valor de mercado subir de R$220 milhões para R$144 bilhões na B3, a bolsa de valores brasileira.

Assim como a Amazon, a gigante fundada por Jeff Bezos, a Magalu tem apostado em áreas como “publicidade”, com a compra de agências como a InLoco. No caso da Amazon, a empresa já é a terceira do mundo em volume de publicidade ontem, uma área que começou dentro do próprio site, mas que hoje perde apenas para Google e Facebook em receita, com um valor anual de $25 bilhões.

A aquisição de veículos de mídia especializada também amplia a recorrência da Magalu, uma estratégia que mais se aproxima do WeChat, o super app chinês que é rede social, banco e marketplace.

A ideia é aumentar o número de vezes em que os clientes acessam o app, algo baixo quando falamos de eletrodomésticos, televisores e celulares, os núcleos principais de varejista.

Com a aquisição da Steal The Look, a companhia abre uma avenida no mercado de “Moda e Beleza”, que representa R$223 bilhões em vendas no Brasil, sendo R$67 bilhões online.

A Steal The Look possui 2,5 milhões de seguidores em redes sociais e 6 milhões de visitantes únicos no seu site, por ano.

No CanalTech, a empresa agrega um dos sites mais conceituados de reviews sobre tecnologia do país, com 24 milhões de visitantes únicos mensais.

Junto a aquisição do Jovem Nerd, site de cultura pop adquirido pela Varejista, os 3 se somam a área de “conteúdo próprio”, e devem ter foco no mercado de publicidade, que movimenta R$48 bilhões por ano no país.

A estratégia, segundo Deive Pazos, fundador do site, inclui a integração do conteúdo produzido pelo Jovem Nerd no app da Magalu. Séries, como o “Nerdcast RPG”, que teve 3 milhões de downloads no primeiro final de semana, devem ganhar agilidade e serão lançadas em um prazo menor. Como explica o fundador do site: antes nós levávamos em média 3 anos para concluir essa série, agora devemos focar para entregar um ou mais conteúdos completos dentro de um ano.

A exemplo das outras aquisições em mídia, o valor da compra não foi divulgado. O Jovem Nerd tem 5,5 milhões de inscritos no YouTube e 4 milhões de seguidores em redes sociais.

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Na dúvida, você já pode escutar seu podcast, pedir um lanche, pagar contas ou pedir um empréstimo no app da Magalu, além, é claro, de comprar seu drone agrícola graças aos $40 milhões investidos na Solinftec, tudo via consórcio Magalu.

A corrida está mais acirrada, com a Magalu se fortalecendo para competir com a própria Amazon, além do Mercado Livre, que em 2020 se tornou a empresa mais valiosa da América Latina, ultrapassando Vale, Petrobras e Itaú.

O Mercado Livre, apesar de ter sido fundador na Argentina, tem 60% das suas receitas vindas do Brasil.

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