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Como a NBA faturou R$3 bilhões vendendo figurinhas digitais, as NFTs


Por Felippe Hermes
novembro 17, 2021

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Adotadas pela liga de basquete americana, as NFTs tem servido para registrar, e vender, lances de jogos.

Johannes Wagner atuou por 21 temporadas como jogador do time de Baseball “Pittsburgh Pirates”, ganhando o apelido de “holandês voador”.

Reza a lenda que Wagner era abstêmio, odiava cigarros e justamente por isso, não era lá muito fã da moda da indústria de Tabaco americano: as figurinhas colecionáveis de jogadores.

Criadas na metade da década de 1860, os cartões colecionáveis eram encontrados em maços de cigarros, além de usados como propaganda da indústria.

Muito possivelmente por seu “ódio” a este ato, ou por buscar receber uma compensação maior, os cartões contendo a figura de Wagner se tornaram raros, motivo pelo qual, em Agosto de 2021, um único cartão com a sua imagem bateu o recorde em toda história dos colecionáveis: $6,6 milhões.

De acordo com a publicação “Global Sports Trading Market Cards” (que sem surpresas cobre a área de colecionáveis), a indústria movimentou $13,8 bilhões em 2019. Para 2027, a expectativa é de que os cartões e colecionáveis movimentem $98,75 bilhões, um crescimento anual de 23,01%.

Como em inúmeros outros setores, as Criptos tem servido para “mudar o jogo”.

Em 2021 em especial, o mercado de NFTs, ou “tokens não fungíveis” (impossíveis de se replicar), tem crescido e se aliado a mercados diversos na área de entretenimento.

Seja nos videogames (um indústria de $195 bilhões), ou nos colecionáveis de esportes, as NFTs tem crescido em apelo e negociação.

No primeiro semestre de 2021, negociaram cerca de $2,5 bilhões, enquanto no terceiro trimestre de 2021, foram $10,7 bilhões.

Ainda que se trate de arte, ou tecnologia, de gosto duvidoso (com alguns macacos com ranho escorrendo do nariz sendo avaliados em milhões), é inegável que a tecnologia têm ganhado apelo, pra além de uma simples bolha.

E dentro dessa adoção, uma das ligas mais tradicionais do planeta, a NBA, tem se destacado.

Ao contrário da CBF, por exemplo, a NBA é uma liga privada, onde cada time atua como sócio. Ao se unirem em uma única marca, os times negociam de maneira mais persuasiva, além de promoverem o esporte de maneira coordenada.

O fato de serem sócios também contribuí para que a marca em si acabe por gerar recursos distribuídos aos sócios.

Este é o caso do mercado de NFTs, que tem sido abraçado pela NBA em um modelo inusitado: a liga tem licenciado “lances” das partidas.

Em suma, se você é um torcedor apaixonado pelo esporte, pode se considerar dono de um lance do seu time favorito.

Ao longo de 2021 estes “trechos colecionáveis” já renderam a liga $620 milhões, o equivalente ao faturamento dos 6 clubes de maior faturamento do futebol brasileiro.

Agora, segundo o Morgan Stanley, o mercado de NFTs está a beira de uma nova interação que pode catapultar seu valor como um todo: o Metaverso.

Para o banco, com a população das tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada, o mercado de arte de luxo pode atingir um valor de $56 bilhões, além de $240 bilhões nas NFTs como um todo.

Não apenas acredita-se em museus e coleções de artes virtuais, como também na possibilidade de que você possa reviver momentos dos jogos, estando “presente” nestes momentos.

Na prática, o mercado de NFTs deve encampar novas áreas, agregando a confiabilidade de uma rede blockchain.

O preço, claro, não é tão convidativo. Um lance

Ainda assim, você pode conferir os 10 lances mais caros vendidos pela liga em NFT clicando aqui

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