Economia

Califórnia dará R$1500 de ajuda para encher o tanque, Quebec outros R$2400

Governos como os da Califórnia e Quebec correm para compensar a alta de combustíveis e jogar a culpa da inflação na guerra da Ucrânia

Moradores da província de Quebec no Canadá cuja renda anual for menor do que $100 mil poderão contar com uma ajuda do governo no valor de $500 (R$2400), para encher o tanque.

Essa tem sido a resposta padrão de boa parte dos governos a nível estadual para enfrentar um problema que já se tornou global.

Desde o início da pandemia, combustíveis subiram ao menos 55% em países como o Brasil, ou 48% no caso dos EUA, 44% no Reino Unido e 29% na Alemanha.

Por aqui, a alta de combustíveis foi a maior responsável pelo melhor resultado nas contas de governos estaduais na história. Somados, os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, atingiram um superávit superior a R$100 bilhões.

Na prática, combustíveis representam entre 12-16% da arrecadação total de impostos no país, e por serem recolhidos diretamente pela Petrobras, possuem um índice de sonegação menor.

A melhor das contas estaduais levou também o governo geral ao seu melhor resultado fiscal desde o início da crise em 2014.

Com os cofres cheios, porém, não há indícios de algum auxílio envolvendo Diesel ou gasolina nas contas estaduais.

O senado deve votar o PLP11 que congela o valor do combustível sobre o qual o ICMS é calculado, mas a medida se arrasta há quase meio ano.

Já nos EUA, como em Quebec, governos como o da Califórnia tem colocado cheques nas caixas de correios dos cidadãos para compensar a alta.

O estado americano deve pagar $400 para cada cidadão.

Os estímulos são similares aos cheques distribuídos pelo governo federal para compensar a pandemia e seus efeitos sobre o mercado de trabalho.

Em 2020 estima-se que os EUA tenha distribuído cerca de $400 bilhões em “auxílio emergencial”, o que segundo o Deutsche Bank, acabou gerando um fluxo de $170 bilhões para o mercado financeiro, incluindo $40 bilhões em compra de Bitcoin.

Por se tratar de uma medida universal e de uso “não carimbado”, os recebedores acabam definindo outras prioridades.

No caso dos políticos que distribuem o cheque, a prioridade parece estar clara: culpar a guerra na Ucrânia pela inflação em combustíveis.

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