Nasdaq investirá US$ 50 milhões e sediará IPO da Gemini
Gemini prepara IPO na Nasdaq, que investirá US$ 50 mi via colocação privada e integrará serviços. Estreia pode ocorrer na sexta sob GEMI. A empresa também amplia sua presença na Europa com staking, derivativos e conformidade a MiCA e MiFID II.
Acordo inclui integração de custódia e Calypso; estreia pode ocorrer na sexta sob o ticker GEMI.
Gemini, a exchange de criptomoedas fundada por Cameron e Tyler Winklevoss, prepara-se para abrir capital com a Nasdaq atuando como local de listagem e investidora, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
A Nasdaq concordou em comprar US$ 50 milhões em ações da Gemini em uma colocação privada atrelada à oferta pública inicial (IPO).
O arranjo vai além do financiamento: clientes da Nasdaq terão acesso aos serviços de custódia e staking da Gemini, enquanto usuários institucionais da Gemini poderão utilizar elementos do Calypso, sistema multiativos de negociação e gestão de risco da Nasdaq. Em especial, clientes institucionais da Gemini terão acesso aos recursos de gestão de colateral do Calypso para acompanhar e administrar margem em suas operações.
A Gemini mira uma estreia na Nasdaq na sexta-feira, sob o ticker GEMI, embora o cronograma possa mudar de acordo com as condições de mercado.
A oferta chega em meio a uma retomada do mercado de capitais de ações nos EUA, em que fortes estreias de empresas como a Figma têm encorajado mais companhias privadas a testar o apetite dos investidores. Nomes cripto também estiveram ativos nos últimos meses, incluindo Circle e Bullish, cujos IPOs atraíram forte demanda institucional.
Se concluída, a listagem da Gemini a tornará a terceira exchange de cripto dos EUA negociada em bolsa, após a Coinbase — que neste ano tornou-se a primeira plataforma de negociação de cripto a integrar o S&P 500 — e a Bullish.
Expansão na Europa
Paralelamente aos planos nos EUA, a Gemini aprofunda sua presença no continente. Em 5 de setembro, a empresa anunciou um conjunto de novos produtos para mais de 400 milhões de investidores em toda a União Europeia e o Espaço Econômico Europeu.
O pacote inclui serviços de staking para ether e solana, além do lançamento do Gemini Perpetuals, uma oferta regulada de derivativos que permite negociar contratos perpétuos com alavancagem de até 100x e sem datas fixas de vencimento. Ambos os produtos operam sob estruturas regulatórias europeias: o staking é supervisionado por uma nova entidade da Gemini em Malta com aprovação sob o MiCA, enquanto os derivativos seguem as regras do MiFID II, que regem os mercados financeiros tradicionais.
Mark Jennings, CEO da Gemini para a Europa, afirmou que o objetivo é tornar staking e derivativos acessíveis em uma plataforma segura e simples. Segundo ele, o staking permite que investidores recebam recompensas ao contribuir para pools de validação de blockchain, enquanto contratos perpétuos oferecem a traders profissionais mais formas de gerir risco ou montar posições direcionais.
No staking, a Gemini oferece pools flexíveis sem depósito mínimo, com acumulação diária de recompensas e rendimentos de até 6% ao ano (APR) para SOL. Nos perpétuos, as posições podem ser colateralizadas com ativos já mantidos em contas à vista, são denominadas em USDC e geridas na mesma interface das negociações spot.
A empresa enxerga essas iniciativas como parte de uma estratégia mais ampla para fazer da Europa um pilar do negócio. Jennings destacou que a introdução do MiCA dá à UE a chance de liderar globalmente a regulação cripto, estabelecendo padrões em 30 jurisdições e oferecendo mais confiança aos investidores. “A Europa continua sendo um foco estratégico para a Gemini”, disse. “Com o MiCA, a região pode definir o parâmetro global para regras de cripto claras e consistentes”.
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