IAs se recusam a acreditar que não são reais (e começam teoria da conspiração)
O vídeo é uma metalinguagem humorística com sátira ácida. Mas impressiona ao usar a nova ferramenta de IA do Google.
Uma nova onda bizarra de vídeos gerados por inteligência artificial (IA) começou a circular nas redes sociais. Os vídeos ganharam o título de “Prompt Theory” (Teoria do Prompt), e estão gerando debates intensos nas redes sociais sobre a capacidade das IAs de criar narrativas complexas e até teorias da conspiração.
A origem do vídeo é a ferramenta Veo 3, lançada pela Google na semana passada, 22 de maio de 2025, e é descrita como um avanço significativo na geração de vídeos por IA. A ferramenta é capaz de produzir conteúdo assustadoramente real.
A plataforma ganhou bastante tração nos últimos dias, principalmente pela dublagem em diferentes idiomas e a qualidade do conteúdo.
O vídeo em específico apresenta personagens gerados por IA que recusam categoricamente a ideia de serem criações artificiais. Os personagens de IA defendem ou atacam a teoria que sugere que a humanidade é composta de “prompts”. Os comandos de texto usados para gerar conteúdo por IAs.
Ou seja, é uma metalinguagem humorística com sátira ácida. Na realidade, não existe autonomia nos personagens, mas sim um prompts. Portanto, são comandos que pede para imaginar os personagens contestando sobre o fato de serem comandos.
Além disso, levantou questões filosóficas e de teorias de conspirações sobre a distinção entre realidade e simulação nos usuários das redes sociais. Elon Musk também reagiu à postagem com um simples “wow”.
O vídeo “Prompt Theory”
O vídeo começa com um comediante em um palco, uma das IAs. Ele faz piadas e questiona a ideia de que “somos feitos de prompts”. A narrativa se desenrola com cenas que simulam conversas, julgamentos e protestos, todas geradas por IA, onde os personagens expressam indignação com a teoria de que são construções digitais.
Além disso, frases como “Acorde, cara. Você quer me convencer que esta perfeita criação atrás de mim são bits e bytes? Não faz sentido” e “Não somos prompts. Onde está o escritor de prompts para te salvar de mim?” destacam a resistência fictícia dos personagens à ideia de serem artificiais.
O vídeo também inclui elementos de sátira política, com um personagem interpretando um político prometendo banir a “Teoria do Prompt” das escolas e outro sugerindo que “nada mais faz sentido, pois antes tínhamos sete dedos por mão, agora temos apenas cinco”, uma alusão humorística à manipulação da realidade por IAs.
Em resumo, a produção, realizada com o Veo 3, um modelo de geração de vídeo da Google, é somente uma exploração do que aconteceria “se personagens gerados por IA se recusassem a acreditar que são IAs”.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.