Criptomoedas

Microsoft renega Bitcoin mesmo após apresentação de Michael Saylor

O fundador da MicroStrategy já deu algumas palestras sobre o tema aos executivos da Microsoft, e foi quem provocou o movimento.

Microsoft renega Bitcoin mesmo após apresentação de Michael Saylor

A Microsoft incluiu no mês passado a pauta de comprar Bitcoin com o caixa da empresa, para fins de reservas estratégicas. A votação aconteceu na tarde desta terça-feira (10). Contudo, segundo fontes, a gigante da tecnologia renegou a criptomoeda mesmo após Michael Saylor, fundador da MicroStrategy, fazer uma apresentação sobre o tema.

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O fundador da MicroStrategy já deu algumas palestras sobre o tema aos executivos da Microsoft, e foi quem provocou o movimento. Saylor é fundador da MicroStrategy, que compra Bitcoin desde 2020 e é a maior empresa pública detentora do ativo.

Apesar disso, o sucesso da MicroStrategy em implementar a estratégia não foi o suficiente para convencer os acionistas a votarem a favor da medida. Saylor se destaca por suas compras e estratégias com Bitcoin em caixa, e agora evangelhiza as demais empresas a fazerem o mesmo.

Teoria dos jogos

Empresas do mundo inteiro, como a Metaplanet no Japão, começaram a espelhar a MicroStrategy em um efeito dominó. Que muitos apontam como a “teoria dos jogos na prática”. Contudo, a Microsoft não seguiu o mesmo caminho até o momento e a pauta “Assessment of Investing in Bitcoin” (Avaliação de Investimentos em Bitcoin) da Microsoft foi rejeitada.

Para Cauê Oliveira, analista do BlockTrends PRO, a rejeição não foi uma grande surpresa. “Os boomers ainda podem levar um tempo para consolidar esta visão”, escreve em seu perfil do X, antigo Twitter..

Atualmente a Microsoft conta com mais de US$ 80 bilhões em dinheiro, equivalentes e investimentos de curto prazo, totalizando reservas de ativos líquidos da empresa.

“Caso tivéssemos uma entrada de 10% dessa posição, poderia representar US$ 8 bilhões, fazendo uma aquisição de cerca de 81.870 Bitcoins. Não acho que isso vá ocorrer agora, tão perto do fechamento do ano fiscal, mas creio ser inevitável, para a Microsoft e outras empresas”, avaliou ontem, antes do resultado da proposta.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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