Bitcoin sobe, ações caem: chegou o fim da correlação?
Nível de correlação do Bitcoin com ações americanas atinge o menor patamar dos últimos 4 anos, revivendo a tese de ativo descorrelacionado.
O Bitcoin rompe sua correlação com ações norte-americanas, registrando a menor correlação dos últimos quatro anos. Desde 2020, quando a pandemia global abalou os mercados, o Bitcoin variou de forma semelhante às ações, estabelecendo uma correlação positiva. Esse padrão se manteve até meados de 2023, mas agora parece estar se desfazendo.
A correlação do Bitcoin com os índices S&P 500 e Nasdaq atingiu -0.84 e -0.86, respectivamente, como mostra dados do BlockTrends Research. Para esclarecer, o S&P 500 é um índice que mede o desempenho das 500 maiores empresas listadas nas bolsas dos EUA, enquanto a Nasdaq é conhecida por incluir muitas empresas de tecnologia em crescimento.

A importância de um ativo descorrelacionado em um portfólio de investimentos é crucial. Ele oferece diversificação, reduzindo o risco geral do portfólio e potencialmente melhorando os retornos ajustados ao risco.
Desde a última vez que a correlação esteve nesse nível, o Bitcoin valorizou mais de 200%. Em contraste, as ações subiram 44% e as ações de tecnologia, 88%.
As recentes notícias sobre a possível aprovação de um ETF de Bitcoin nos Estados Unidos estão entre os principais catalisadores dessa quebra de correlação. Além disso, os investidores de longo prazo continuam a manter suas moedas firmemente. Atualmente, mais de 76% da oferta circulante de Bitcoin pertence a indivíduos que não têm intenção de vender, reforçando sua reputação como um ativo de proteção.
Recentemente, até mesmo grandes nomes do mundo dos investimentos institucionais começaram a ver o Bitcoin como um “refúgio seguro”, uma percepção claramente refletida em seu desempenho atual.
Sobre o autor
Cauê OliveiraAnalista on-chain do BlockTrends Research. Bitcoinheiro fascinado por análise de dados e comportamento humano. Estudioso de macroeconomia, gestão de risco e mercados financeiros.